Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Brasil

Pastor da Igreja Presbiteriana de Pinheiros pede licença após denúncia de assédio

Arival Dias Casimiro foi alvo de medida disciplinar e fechou acordo judicial com ex-funcionária da Junta Missionária de Pinheiros.

Pastor da Igreja Presbiteriana de Pinheiros pede licença após denúncia de assédio

O reverendo Arival Dias Casimiro pediu licença das funções de pastor da Igreja Presbiteriana de Pinheiros após ser acusado de assédio e abuso espiritual por uma ex-funcionária da Junta Missionária de Pinheiros (JMP), ligada à igreja. O pedido foi feito no sábado, 12, em comum acordo com o Conselho da instituição.

A ex-funcionária afirmou, em documento apresentado à Justiça, que os episódios ocorreram durante o período em que trabalhava na JMP. Segundo o relato, embora não atuasse diretamente com Casimiro, ela passou a ser procurada com frequência pelo pastor no ambiente profissional. Ela disse que ele a abraçava, comentava sua aparência e sugeria o uso de maquiagem e de roupas mais curtas.

O documento também relata que o pastor teria dito, na presença de colegas, que ainda se casaria com ela. Mensagens trocadas pelo WhatsApp entre 2022 e 2024, inicialmente relacionadas ao trabalho, teriam evoluído para assuntos pessoais. Em uma delas, Casimiro escreveu: "você mexe comigo". Ele também teria proposto encontros fora da igreja para conversar sobre o que sentia.

A ex-funcionária pediu que as mensagens parassem e, dias depois, solicitou o desligamento da JMP. Ela relatou que continuou frequentando cultos depois de deixar o trabalho, mas afirmou que o pastor continuou a abordá-la em áreas da igreja. Posteriormente, deixou de ir aos cultos e de participar do ministério infantil.

Apuração e acordo judicial

De acordo com o relato, integrantes da administração foram informados e participaram de uma reunião no gabinete pastoral. Na ocasião, Casimiro teria pedido perdão e afirmado que havia invertido os papéis. A ex-funcionária manteve a decisão de sair da JMP, e a administração concordou com sua demissão sem justa causa.

A Igreja Presbiteriana de Pinheiros informou que o processo judicial foi encerrado por acordo homologado pela Justiça. A instituição disse que as partes reconheceram que determinadas mensagens eram inadequadas e que o pastor recebeu medida disciplinar após análise do caso pelo Presbitério de Pinheiros. A penalidade não foi informada.

A igreja afirmou ainda que Casimiro reconheceu o problema nas mensagens e pediu perdão pessoalmente à ex-funcionária, diante dos responsáveis pelo procedimento. Segundo a instituição, a Junta Missionária de Pinheiros foi integralmente ressarcida pelo pastor, sem custos para a igreja ou para a JMP.

O acordo determinou o pagamento de R$ 106.347,92, em parcela única, além de R$ 21.269,58 em honorários advocatícios. A defesa da ex-funcionária declarou que a composição acolheu a vítima diante das pressões enfrentadas após a exposição do caso. Também afirmou que o acordo reconheceu uma conduta inapropriada e não incluiu declaração negando a ocorrência de assédio.

Em comunicado pastoral, o Conselho explicou que o caso não havia sido divulgado antes por causa da natureza reservada da denúncia e do processo. Após conversas com o Conselho, Casimiro decidiu pedir licença. Procurado, o pastor não respondeu.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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