Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Finanças da casa

A5X prepara testes regulatórios antes de lançar contratos de futuros

Com sistemas prontos, a nova bolsa aguarda conexões regulatórias e prevê começar a operar até o segundo trimestre de 2027.

A5X prepara testes regulatórios antes de lançar contratos de futuros

A A5X afirma que seus sistemas estão prontos para iniciar a etapa de testes regulatórios. A nova bolsa brasileira de derivativos e futuros espera receber os reguladores entre outubro e novembro e prevê começar a operar até o segundo trimestre de 2027.

A empresa levantou R$ 360 milhões em uma rodada Série D, que levou sua avaliação após o investimento a R$ 2,7 bilhões. Com essa captação, o total obtido em quatro rodadas chegou a R$ 730 milhões.

Estrutura para a operação

Segundo Karel Luketic, um dos quatro fundadores, ainda faltam conexões com o Banco Central e com o SPB. A infraestrutura necessária para a bolsa já foi instalada, mas essas etapas dependem dos reguladores.

A operação inicial será voltada a derivativos, com contraparte central e em ambiente separado da B3. A A5X pretende oferecer contratos futuros de dólar, índice, juros e ações, além de opções sobre esses ativos. A empresa também assinou contrato com a B3 para utilizar dados.

A previsão é que a plataforma seja operacionalmente mais eficiente e tenha tecnologia mais robusta, segundo Luketic. “Não estamos criando uma empresa, e sim um novo mercado”, afirmou o fundador.

Investidores e rodadas

A Série D foi liderada por Morgan Stanley, Goldman Sachs e Kaszek. Também participaram os acionistas estratégicos IMC, Jump Trading, Optiver, XTX Markets e ABN AMRO Clearing.

A estrutura acionária inclui ainda Itaú e Ideal, que participam do negócio desde o início, e um contrato com a Bolsa de Londres para o uso de seu sistema de negociação. Os quatro fundadores dizem manter o controle da companhia, mas não divulgaram suas participações.

Na Série A, ancorada por Itaú e Ideal, a A5X foi avaliada em R$ 250 milhões. A Série B levou a avaliação a R$ 460 milhões, quando a equipe tinha 80 pessoas e o projeto estava construído. Na Série C, realizada há um ano, o valuation chegou a R$ 1,35 bilhão.

Origem do projeto

A A5X foi fundada por Karel Luketic e Carlos Ferreira Filho, ambos ex-executivos da XP; Nilson Monteiro, criador da corretora Linx e da Ideal; e Julian Chediak, advogado especializado em mercado de capitais.

As conversas sobre a nova bolsa começaram entre Luketic e Ferreira Filho quando os dois ainda estavam na XP. O projeto avançou depois da regulamentação da CVM, em 2022, para a criação de novas bolsas no Brasil.

A XP exerceu uma opção de compra de participação na A5X. O mecanismo estava previsto no acordo de não competição firmado quando Carlos Ferreira Filho deixou a corretora: se ele abrisse outro negócio em até 5 anos, teria de conceder à XP uma opção de compra.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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