As Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs) podem ampliar as opções de ingredientes e também participar da composição de jardins, canteiros e vasos. Algumas espécies se destacam pela folhagem, pelas flores ou pelo hábito de crescimento, mas o cultivo exige atenção antes do consumo.
A identificação botânica correta é essencial, pois algumas plantas têm características parecidas com espécies tóxicas. Também é preciso observar se a espécie se espalha com facilidade e pode competir com outras plantas. Além disso, muitas PANCs precisam ser cozidas ou passar por outro preparo específico para reduzir substâncias indesejáveis.
A paisagista Luciana Bacheschi indica cinco espécies que conciliam aparência e possibilidade de consumo.
Opções para o jardim
Vinagreira-roxa (Hibiscus acetosella): tem folhas em tons de vinho, bordô e púrpura, com recortes profundos. De porte arbustivo, pode atingir entre 1 e 2 metros de altura. Folhas, flores e frutos são comestíveis. A espécie prefere sol pleno, solo bem drenado e regas regulares, sem encharcamento.
Major-gomes (Talinum paniculatum): apresenta folhas verdes, hastes de cerca de 60 cm e flores em tons rosados, avermelhados, amarelos e esbranquiçados. Todas as partes são comestíveis. A planta pode se desenvolver em solos compactados ou pobres em nutrientes, desde que não haja acúmulo de água.
Clitória ou feijão-borboleta (Clitoria ternatea): é uma trepadeira de flores azul-violeta intenso. As pétalas podem ser usadas como pigmento natural em preparos culinários. Treliças, pérgolas e outros suportes ajudam a conduzir seus ramos. A espécie precisa de sol e solo bem drenado.
Cará-do-ar ou cará-moela (Dioscorea bulbifera): seus bulbilhos e rizomas podem ser consumidos cozidos, fritos ou assados. De crescimento vigoroso, necessita de suporte. O plantio é indicado durante o período das chuvas; depois de estabelecida, a planta pode receber regas mais espaçadas conforme a umidade da terra.
Jambu (Acmella oleracea): de pequeno porte e flores amarelas, pode ser cultivado sob sol pleno ou meia-sombra. As folhas devem ser aferventadas em água com sal por 3 a 5 minutos. A espécie prefere regas frequentes e regulares. Entre os pés, é recomendado manter cerca de um a um palmo e meio de distância.







