Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
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12 árvores que mudam de cor no outono e como escolher para o jardim

A escolha depende do espaço, do clima e do porte adulto; veja espécies de folhas coloridas e árvores que florescem na estação.

12 árvores que mudam de cor no outono e como escolher para o jardim

A escolha de uma árvore de outono começa pelo espaço disponível e pelo clima, não apenas pela cor vista em fotografias. As espécies costumam apresentar resultados mais consistentes no Sul e nas áreas serranas do Sudeste, onde há outono definido, noites frias e boa insolação. Em regiões tropicais quentes, a mesma planta pode amarelar, queimar as folhas ou perder a copa de forma irregular.

A intensidade das cores também depende da genética, do solo, da água e do manejo. Com dias mais curtos e temperaturas menores, a clorofila se degrada e permite a aparição dos carotenoides, ligados aos tons amarelos e alaranjados. Vermelhos e púrpuras dependem das antocianinas. Dias ensolarados seguidos por noites frias favorecem o resultado, enquanto seca, excesso de nitrogênio, chuva, vento e geada intensa podem antecipar a queda das folhas ou reduzir a coloração.

12 espécies de destaque

O bôrdo-japonês (Acer palmatum) pode apresentar amarelo, laranja, escarlate, vinho ou púrpura. Com porte geral de 4 a 8 metros, funciona como ponto focal em caminhos e pátios protegidos. Prefere solo fértil, úmido, bem drenado e rico em matéria orgânica. Em locais de verão quente, sol da manhã e sombra filtrada à tarde ajudam a preservar as folhas.

O liquidâmbar (Liquidambar styraciflua) reúne amarelo, laranja, vermelho-escarlate e púrpura na mesma copa. A árvore alcança cerca de 15 a 25 metros e precisa de áreas amplas. Suas estruturas esféricas e rígidas, que carregam os frutos, caem no chão e podem incomodar em áreas de circulação.

O bôrdo-vermelho (Acer rubrum) chega a cerca de 12 a 20 metros. Apesar do nome, mudas produzidas por sementes podem apresentar folhas amarelas, laranjas ou vermelhas. É mais indicado para parques, vias espaçosas e jardins grandes, especialmente em regiões de clima temperado.

O ginkgo (Ginkgo biloba) forma uma copa amarelo-dourada e pode perder as folhas em um intervalo curto. O crescimento inicial é lento, mas a árvore pode atingir de 15 a 25 metros ou mais ao longo de muitas décadas. Para calçadas e áreas de convivência, o texto recomenda mudas masculinas, pois as árvores femininas produzem sementes maduras com envoltório de odor forte.

O carvalho-dos-pântanos (Quercus palustris), de cerca de 15 a 20 metros, apresenta folhas vermelhas, escarlates, bronze ou castanho-avermelhadas. Parte da folhagem pode permanecer seca nos ramos durante o inverno. A espécie prefere solo profundo, ácido e com umidade constante.

O cipreste-calvo (Taxodium distichum) perde as folhas mesmo sendo uma conífera. Antes da queda, elas mudam para cobre, ferrugem, laranja-amarronzado ou bronze. Pode alcançar de 15 a 25 metros e se destaca junto a lagos e em áreas com umidade regular.

O caquizeiro (Diospyros kaki) combina folhas amarelas, alaranjadas e vermelho-escarlates com frutos laranja. Mede de 5 a 10 metros e pode ser usado em pomares domésticos e jardins ensolarados. É importante mantê-lo longe de passagens estreitas, pois os frutos caídos sujam o piso e atraem insetos.

A cerejeira-ornamental (Prunus serrulata) também pode produzir folhas amarelas, alaranjadas, bronzeadas ou avermelhadas. Com 5 a 10 metros, cabe em gramados e entradas, desde que tenha sol, solo drenado, circulação de ar e inverno frio o bastante. Folhas, sementes e outras partes de espécies de Prunus não devem ser ingeridas.

O resedá (Lagerstroemia indica) oferece flores, tronco liso e manchado e folhas amarelas, laranjas ou vermelhas. Seu porte varia de 3 a 8 metros, o que amplia as possibilidades para jardins pequenos. Sol pleno favorece a floração, a copa compacta e a coloração. A poda drástica dos ramos grossos deve ser evitada.

O tulipeiro (Liriodendron tulipifera) produz folhas amarelo-douradas, mas pode superar 20 a 30 metros. Por isso, é indicado para parques, chácaras e jardins muito amplos. Precisa de solo profundo, fértil, levemente ácido, drenado e com água disponível de forma regular.

A coreutéria (Koelreuteria paniculata) assume amarelo-dourado no outono e alcança cerca de 6 a 12 metros. É adequada para jardins médios e parques. Após estabelecida, tolera períodos secos melhor do que espécies ligadas a ambientes úmidos. A cor predominante é o amarelo, e não o escarlate.

O plátano (Platanus × hispanica) chega a cerca de 20 a 30 metros e forma copa extensa, com folhas amarelas, ocres e castanho-douradas. É uma espécie para parques, avenidas largas e propriedades rurais. Folhas, cascas e estruturas reprodutivas produzem bastante resíduo, e os pelos das folhas e dos frutos podem incomodar pessoas sensíveis durante a poda ou a varrição.

Flores que também marcam a estação

A paisagem de outono não depende somente da mudança das folhas. A paineira (Ceiba speciosa) apresenta flores grandes em diferentes tons de rosa, com floração que pode se estender de março a julho. O pau-cigarra (Senna multijuga) produz flores amarelas principalmente no verão e no outono, podendo prolongar a floração até abril em algumas regiões do Sudeste.

A manduirana (Senna macranthera) também tem flores amarelas e pode florescer até março ou abril. Já a canafístula (Peltophorum dubium), nativa inclusive da região de Curitiba, forma cachos amarelo-ouro principalmente entre dezembro e março. A quaresmeira (Pleroma granulosum) tem flores roxas ou rosadas, mas sua floração pode ocorrer por vários meses e não indica o outono com a mesma precisão.

Como planejar o plantio

Em jardins pequenos, bôrdo-japonês e resedás de porte conhecido são as opções mais adequadas. A cerejeira-ornamental pode funcionar quando houver sol, drenagem e inverno frio. Em terrenos médios, caquizeiro e coreutéria precisam ficar afastados de pisos e áreas de circulação. Para parques e grandes áreas, podem ser considerados liquidâmbar, ginkgo, bôrdo-vermelho, carvalho-dos-pântanos, cipreste-calvo, tulipeiro e plátano.

O porte adulto deve orientar a escolha. Árvores grandes não devem ser plantadas sob fiação nem perto de telhados, muros, tubulações ou calçadas estreitas. No plantio, a cova deve ser mais larga que o torrão, com o colo da muda no nível do solo. A cobertura orgânica não deve encostar no tronco, e a rega precisa alcançar o torrão e ampliar gradualmente a área molhada.

Adubação excessiva com nitrogênio pode prolongar o crescimento e atrapalhar o ciclo de outono. A poda deve priorizar a formação da estrutura enquanto a árvore é jovem e a retirada de ramos mortos, cruzados ou com união defeituosa. Folhas sadias podem ser trituradas e usadas como cobertura ou matéria-prima do composto; as que apresentam sintomas intensos de doença devem ser separadas.

A cor mais previsível costuma vir de mudas clonais identificadas. Plantas produzidas por sementes podem variar em porte e tonalidade. Por isso, observar árvores adultas em viveiros, jardins e parques da região durante o outono ajuda a escolher uma espécie compatível com o clima e o espaço disponível.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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