A Caatinga oferece muito mais opções para o jardim do que mandacaru e xique-xique. O bioma reúne cactos, bromélias, árvores, palmeiras, arbustos, trepadeiras e forrações, com espécies de diferentes portes, formas e períodos de floração.
Espécies para diferentes espaços
Entre os cactos, o mandacaru (Cereus jamacaru) se destaca pelo formato colunar e pelas flores brancas que abrem à noite. O facheiro (Pilosocereus pachycladus) tem caules cinza-azulados e pode chegar a oito metros. Já a coroa-de-frade (Melocactus zehntneri) cabe em vasos e composições pequenas com pedras.
O quipá (Tacinga inamoena) também é adequado para vasos, enquanto a palmatória (Tacinga palmadora) cresce em coluna e floresce em vermelho. O xique-xique (Pilosocereus gounellei) deve ficar longe de caminhos por causa dos espinhos, e o rabo-de-raposa (Arrojadoa rhodantha) produz flores rosadas nas pontas dos ramos.
As bromélias acrescentam textura e volume ao jardim. A macambira-de-flecha (Encholirium spectabile) forma rosetas que chegam a um metro de diâmetro e precisa de drenagem rápida. O caroá (Neoglaziovia variegata) tem folhas listradas, flores roxo-violáceas e frutos vermelhos. A macambira-de-cachorro (Bromelia laciniosa) pode variar do verde ao arroxeado conforme a exposição ao sol. Entre as macambirinhas, a barba-de-velho (Tillandsia usneoides) pode ser pendurada em galhos secos ou estruturas de metal.
Para áreas maiores, a craibeira (Tabebuia aurea) se cobre de flores amarelas no auge da seca. O juazeiro (Ziziphus joazeiro) mantém a folhagem verde-escura nesse período, enquanto o umbuzeiro (Spondias tuberosa) tem copa em formato de guarda-chuva. A carnaúba (Copernicia prunifera) é uma opção para locais sujeitos a alagamento, pois cresce naturalmente em várzeas e margens de rios do semiárido.
Em canteiros, a alamanda-roxa (Allamanda blanchetii) pode chegar a três metros e tem flores grandes. A chanana (Turnera subulata) abre flores diariamente e suporta terra fraca, seca, vento e sol direto. O jericó (Selaginella convoluta) se enrola durante a seca e volta a formar uma roseta verde depois de molhado.
Cuidados essenciais
A drenagem é o ponto principal. Essas plantas suportam períodos de seca, mas não o solo encharcado. Antes do plantio, o texto recomenda testar o escoamento da água. Se ela demorar mais de duas ou três horas para desaparecer, o canteiro deve ser elevado, com areia grossa e pedrisco misturados ao volume de terra.
A rega deve ser espaçada: molhe completamente e espere o substrato secar antes de repetir. Borrifar água não substitui a rega. Mudas também precisam ser acostumadas ao sol gradualmente, ao longo de uma a três semanas, começando pela exposição da manhã.
A adubação deve ser moderada. Cactos e suculentas podem receber adubo específico na primavera e no verão, enquanto as árvores respondem à adubação orgânica no começo das chuvas. Em regiões muito chuvosas ou sujeitas a geadas, o cultivo em vaso facilita a proteção de cactos e bromélias.
No paisagismo, a recomendação é começar pelas plantas que dão estrutura, como facheiro, mandacaru ou craibeira. Depois, bromélias podem ocupar a camada intermediária, enquanto chanana e pedriscos completam a parte baixa. Espaços vazios ajudam a manter a ventilação e fazem parte da aparência natural do bioma.







