Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Brasil

Moedas de 1 centavo somam estimados R$ 640 mil no Espírito Santo

Valor foi calculado com base na quantidade de moedas em circulação no Brasil e na participação da população capixaba.

Moedas de 1 centavo somam estimados R$ 640 mil no Espírito Santo

Mais de R$ 640 mil em moedas de 1 centavo são estimados no estado, considerando a quantidade desse tipo de peça em circulação no Brasil e a participação da população capixaba no total nacional. O cálculo tem como base dados do Banco Central (BC).

A instituição informa que existem 3.191.004.756 moedas de R$ 0,01 em circulação no país. Como a população do Espírito Santo corresponde a 2% da população brasileira, essa proporção foi usada para estimar o valor no estado.

O presidente do Conselho Regional de Economia do Espírito Santo (Corecon-ES), Ricardo Paixão, considera o parâmetro confiável, embora não seja possível determinar exatamente quantas moedas estão em circulação. “Mas podemos estimar algo próximo de R$ 640 mil”, afirmou.

Por que as moedas ficam fora de circulação

De acordo com o Banco Central, as moedas podem permanecer fora do circuito econômico por causa do entesouramento. Elas acabam guardadas em casas, gavetas, carros e estabelecimentos comerciais, além de serem mantidas por colecionadores.

O auditor fiscal Claudemar José Fiorotte, de 66 anos, calcula ter cerca de 300 moedas de 1 centavo em casa. Ele coleciona moedas há 17 anos e passou a se dedicar mais à atividade depois que se aposentou, há cinco.

Para Fiorotte, um dos motivos da interrupção da produção foi o desuso. “A população deixou de usar a peça no dia a dia por causa da inflação e do troco escasso”, disse.

Fabricação foi suspensa em 2005

Segundo o Banco Central, a produção das moedas de 1 centavo foi suspensa em 2005. A medida não fez com que elas deixassem de ter validade, e não há prazo estabelecido para que isso ocorra. As peças continuam podendo ser usadas normalmente em pagamentos.

Ricardo Paixão também relaciona a suspensão à perda do poder de compra da moeda e ao aumento do custo de fabricação.

O economista Sebastião Demuner afirma que a história da moeda de 1 centavo está ligada ao surgimento do real e ao período de inflação. Na avaliação dele, se todas as moedas guardadas fossem reunidas, o valor seria suficiente para comprar um apartamento no centro de Vitória.

O Banco Central ressalta que não tem indicadores específicos por estado sobre a circulação de dinheiro físico, pois o uso é anônimo e não permite rastreamento individualizado. As moedas de 1 centavo estão entre as de menor quantidade: há aproximadamente 8.4 bilhões de moedas de 0,05 centavos e R$ 8.5 bilhões de 0,10 centavos.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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