Contagem, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
Brasil

Caiado propõe limite de gastos e juros próximos de 7% ao ano

Candidato do PSD afirma que pretende reduzir despesas sem mexer em programas sociais ou nas regras da Previdência.

Em agenda na Paulista, Caiado diz que dá para cortar gastos sem reduzir projetos sociais

Ronaldo Caiado, candidato à Presidência pelo PSD, afirmou que pretende conter os gastos do governo federal e levar a taxa básica de juros para perto de 7% ao ano sem reduzir programas sociais nem alterar as regras da Previdência.

A declaração foi feita neste domingo (20), após uma caminhada na Avenida Paulista ao lado de Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD e candidato a vice-presidente na chapa, e da senadora Mara Gabrilli (PSD-SP), que disputa uma vaga de deputada estadual.

Questionado sobre as áreas que poderiam sofrer cortes, Caiado rejeitou mudanças que atingissem aposentados e beneficiários de programas sociais. “Equilíbrio fiscal não briga com projetos sociais”, afirmou.

O candidato citou sua gestão em Goiás como exemplo. Segundo ele, o estado recuperou as contas e recebeu nota B+ na Capag, avaliação do Tesouro Nacional sobre a capacidade de pagamento dos entes, enquanto ampliou investimentos destinados à população mais pobre.

Pelas projeções apresentadas por Caiado, a execução de seu plano de governo levaria os juros a cerca de 7% e a inflação para uma faixa entre 3,5% e 4%. Na última quarta-feira (16), o Comitê de Política Monetária do Banco Central reduziu a Selic de 14% para 13,75% ao ano.

Propostas para reduzir despesas

A principal medida econômica prevista é uma proposta de emenda à Constituição, válida por 24 meses, para limitar os gastos do governo a no máximo 50% do crescimento do PIB. O plano também prevê eliminar 100% das emendas parlamentares impositivas, revisar incentivos fiscais e auditar, com ferramentas de inteligência artificial, os repasses de programas federais.

Caiado ainda propõe um corte de 25% sobre todos os Poderes e órgãos ligados ao governo federal. Outra medida seria criar, no Ministério da Segurança Pública, uma estrutura de combate à corrupção com cruzamento de dados da CVM, do Coaf, da Receita Federal e da inteligência da Polícia Federal.

O candidato disse que não pretende fazer mudanças imediatas na idade ou no tempo de contribuição para a aposentadoria. Para ele, uma reforma teria efeitos apenas em cerca de dez anos, enquanto o país precisa de medidas emergenciais.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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