Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Brasil

Boto-tucuxi passa a ser considerado ameaçado no Brasil

Golfinho exclusivo dos rios da Bacia Amazônica entrou na lista nacional após avaliação que analisou mais de 15 mil espécies.

Boto-tucuxi passa a ser considerado ameaçado no Brasil

O boto-tucuxi (Sotalia fluviatilis) passou a integrar a lista nacional de espécies da fauna brasileira ameaçadas de extinção. A atualização, divulgada em junho de 2026, também incluiu a arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus).

A nova avaliação examinou mais de 15 mil espécies e identificou 1.280 animais sob algum grau de risco. A relação reúne 790 espécies de animais terrestres e mamíferos marinhos e foi publicada no fim de junho. Ela complementa a lista de 490 peixes e invertebrados aquáticos divulgada em abril pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).

O boto-tucuxi na Amazônia

Encontrado exclusivamente nos rios da Bacia Amazônica, o tucuxi mede entre 1 e 1,8 metro e tem coloração predominantemente cinzenta. A espécie é considerada o menor golfinho de água doce do mundo e apresenta maior proximidade genética com golfinhos marinhos do que com o boto-cor-de-rosa.

O animal também faz parte do imaginário de comunidades ribeirinhas. Pescadores e moradores o associam à proteção e ao auxílio a pessoas em perigo nos rios. O tucuxi aparece ainda em lendas sobre a transformação do golfinho em um rapaz durante festas e em manifestações culturais como a Festa do Sairé, em Alter do Chão, no Pará.

Categorias de risco

A lista anterior registrava 1.249 espécies ameaçadas. Na atualização, cerca de 300 espécies foram incluídas, enquanto quantidade semelhante deixou de ser classificada dessa forma.

Os animais são distribuídos entre as categorias vulnerável (VU), em perigo (EN) e criticamente em perigo (CR). A classificação orienta medidas de conservação, políticas públicas e estratégias de preservação da fauna brasileira.

Entre os fatores de pressão citados estão desmatamento, poluição, caça ilegal, tráfico de animais, impactos de grandes empreendimentos e atropelamentos. A avaliação também registrou redução no grau de ameaça para algumas espécies.

O gato-palheiro-pampeano, descrito recentemente pela ciência, apareceu em sua primeira avaliação como criticamente ameaçado. Para a bióloga Anna Carolina Lins, analista de conservação do WWF-Brasil, a inclusão chama atenção para a velocidade da perda de biodiversidade. “Chama atenção a inclusão de espécies recentemente descritas pela ciência, como o gato-palheiro-pampeano, que já aparece em sua primeira avaliação como criticamente ameaçado”, afirmou.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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