POÇOS DE CALDAS — A 23ª edição do Congresso Nacional de Meio Ambiente de Poços de Caldas será realizada entre os dias 23 e 25 deste mês, no Sul de Minas. O evento deve receber cerca de 500 participantes para discutir a perda da biodiversidade, as mudanças climáticas, a degradação dos ecossistemas e os modelos de desenvolvimento considerados insustentáveis.
Com o tema “Extinção das Espécies: O Colapso Silencioso do Planeta”, o congresso tem caráter técnico-científico e é voltado a profissionais e estudantes que atuam em questões ambientais e áreas relacionadas. A programação inclui apresentação de trabalhos científicos, minicursos, visitas técnicas, atividades sociais em uma escola na periferia da cidade e uma feira ambiental com expositores.
Gisele Corrêa Ferreira, empresária e realizadora do congresso, afirmou que a extinção de espécies também se relaciona a desigualdades sociais, insegurança alimentar, crises sanitárias, eventos climáticos extremos e riscos à sobrevivência humana. “Escolhemos esse tema porque tem pouca gente falando sobre a extinção como algo que não se limita à perda da fauna e da flora”, disse.
Temas e painel de encerramento
Entre os assuntos previstos estão o desaparecimento de baleias e tubarões, a comunicação e a educação científica, a conservação dos insetos e os desafios para preservar o planalto de Poços de Caldas.
O painel de encerramento, chamado “Por que o mundo inteiro disputa as terras raras”, será dividido em dois momentos. O professor Carlos Ernesto Gonçalves Reynaud Schaefer, titular do Instituto de Geociências da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), participará da discussão “Poços no centro do mundo: terras raras, transição energética e soberania mineral”.
A segunda parte, “O dia seguinte: que planeta vamos deixar para as próximas gerações?”, terá a participação do jornalista, escritor e ambientalista Fernando Gabeira e da jornalista Tania Malheiros, autora de livros sobre a história da marcha nuclear brasileira. A mediação será feita pelo escritor e analista de geopolítica Pedro Costa Júnior.
O congresso também discutirá o uso das terras raras na transição energética, na indústria de alta tecnologia, na produção de baterias, em veículos elétricos, turbinas eólicas, equipamentos médicos, sistemas de defesa e inteligência artificial. A programação questionará os impactos ambientais, sociais, econômicos e tecnológicos da exploração desses minerais e o papel de Poços de Caldas nesse cenário.
As inscrições foram encerradas. Ainda é possível tentar uma vaga no local, pouco antes da atividade, conforme a lotação dos espaços. Parte da programação será transmitida pelo endereço www.instagram.com/cnmapocos.







