Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Brasil

Pará registra queda de 45% nos casos de SRAG em seis semanas

Sespa aponta redução entre crianças e adolescentes, enquanto cinco estados têm alta na tendência de longo prazo, segundo a Fiocruz.

Pará registra queda de 45% nos casos de SRAG em seis semanas

O número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no estado caiu aproximadamente 45% nas últimas seis semanas, segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa). Foram 373 registros entre as Semanas Epidemiológicas 30 e 35, de 30 de agosto a 5 de setembro, contra 681 nas seis semanas anteriores.

A redução também atingiu crianças e adolescentes de 2 a 14 anos. Nesse grupo, o total passou de 299 para 158 casos, uma queda aproximada de 47%.

Cenário no estado

Os dados mais recentes do Pará diferem do cenário observado em Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro. O Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), indica que esses cinco estados apresentam incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento no longo prazo.

Na atualização referente à Semana Epidemiológica 35, a Fiocruz também apontou aumento dos casos entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos nesses estados, principalmente por causa da circulação do rinovírus. Nas outras faixas etárias, a tendência indicada foi de redução ou estabilização.

Apesar da queda recente, o Pará acumula 4.973 hospitalizações por SRAG em 2026, contra 4.915 no mesmo período de 2025. A diferença corresponde a uma alta aproximada de 1,2%. A Sespa informou que, embora exista elevação no acumulado anual, os dados das últimas semanas mostram redução das hospitalizações e não indicam, até o momento, tendência de crescimento da síndrome no estado.

Vírus identificados e sinais de alerta

A vigilância estadual identificou, ao longo de 2026, diferentes agentes respiratórios, entre eles o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), o rinovírus, a influenza A, o adenovírus, o SARS-CoV-2 e o metapneumovírus. No recorte das últimas seis semanas, o rinovírus apareceu com maior frequência entre pacientes de 2 a 14 anos, com 35 registros.

A SRAG pode surgir como evolução grave de uma infecção respiratória. Sintomas como coriza, tosse, dor de garganta, febre e mal-estar, isoladamente, não indicam a síndrome. A piora da respiração, a falta de ar, a queda da saturação de oxigênio e uma alteração importante do estado geral são sinais de alerta.

Em crianças, os responsáveis também devem observar dificuldade para respirar, recusa alimentar, sonolência excessiva e mudanças importantes de comportamento. Idosos, especialmente aqueles com 60 anos ou mais, bebês, gestantes, pessoas imunossuprimidas e pacientes com doenças crônicas estão entre os grupos com maior risco de complicações.

Prevenção

A Sespa e o infectologista Lourival Marsola recomendam manter a vacinação atualizada, especialmente contra influenza e Covid-19, além de seguir as estratégias indicadas para prevenção do VSR. Entre as medidas citadas estão a vacinação de gestantes na 28ª semana de gestação e, conforme a indicação, o uso de anticorpo monoclonal em bebês logo após o nascimento.

Lavar as mãos, manter os ambientes ventilados, evitar contato próximo quando houver sintomas respiratórios e cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar também são medidas recomendadas. Em situações específicas, principalmente durante quadros respiratórios ou em locais de maior risco, a máscara pode ajudar a reduzir a transmissão.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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