Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Brasil

Na ONU, Lula propõe cooperação contra crime e proteção para a Amazônia

Presidente defendeu ações conjuntas contra organizações criminosas, transição de baixo carbono e regulação da inteligência artificial.

Na ONU, Lula propõe cooperação contra crime e proteção para a Amazônia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta terça-feira (22), maior cooperação internacional para combater o crime organizado transnacional, controlar fronteiras e interromper o fluxo de armas e recursos financeiros destinados a organizações criminosas. O tema foi tratado durante o discurso na abertura do Debate Geral da 81ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU).

Na área de segurança, Lula citou a cooperação policial entre os países amazônicos e o Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia, em Manaus. A estrutura reúne autoridades de segurança dos nove países amazônicos. O presidente também mencionou operações realizadas no Brasil e apreensões de drogas, bens e recursos ilícitos, além da relação entre organizações criminosas e corrupção.

Conflitos e soberania

Lula afirmou que o Brasil deve preservar sua soberania e não aceitará interferência externa em assuntos internos. Ao tratar das relações entre os países da América Latina e do Caribe, defendeu a não interferência e a ampliação da cooperação regional. Venezuela, Nicarágua, Haiti e Cuba foram citados no discurso.

O presidente também abordou a situação no Oriente Médio, incluindo Gaza e a Cisjordânia, e a guerra entre Rússia e Ucrânia. Para ele, diplomacia e diálogo devem ser usados na prevenção e na solução de conflitos. Lula citou o Grupo de Amigos da Paz, criado por Brasil e China, como iniciativa voltada à retomada das negociações entre russos e ucranianos.

Na abertura do Debate Geral, o presidente ainda defendeu mudanças na estrutura das Nações Unidas, sobretudo no Conselho de Segurança. Ele relacionou o aumento dos conflitos armados, a corrida armamentista e as tensões geopolíticas à necessidade de fortalecer o sistema multilateral e ampliar a participação dos países nas decisões internacionais.

Clima, desigualdade e trabalho

A crise climática ocupou parte do pronunciamento. Lula pediu a retomada da agenda ambiental nos principais fóruns internacionais e mencionou os impactos dos eventos climáticos extremos sobre as populações mais vulneráveis. Também citou a transição brasileira para uma economia de baixo carbono, o Mapa do Caminho para a descarbonização e o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF).

O presidente defendeu que minerais críticos e terras raras sejam explorados de modo a gerar valor no território brasileiro e ampliar a transferência de tecnologia. Na área social, falou em redução das desigualdades, investimentos em educação e saúde, geração de empregos, distribuição de renda e ampliação da proteção social.

Lula mencionou a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza e o Painel Internacional sobre Desigualdade. Ao tratar das jornadas, defendeu o fim da escala 6x1, com dois dias de descanso por semana, e afirmou que a mudança poderia reduzir a sobrecarga doméstica sobre as mulheres. Ele também pediu medidas contra a violência e o feminicídio e maior participação feminina no mercado de trabalho e nos espaços de poder.

Tecnologia e saúde global

O discurso incluiu a defesa de regras para grandes empresas de tecnologia e inteligência artificial baseadas em responsabilidade e transparência. Lula citou o impacto das plataformas de apostas no endividamento da população e destacou o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), voltado à proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.

O presidente defendeu a remuneração de artistas, músicos e produtores de conteúdo audiovisual e a manutenção do Pix como infraestrutura pública e gratuita de pagamentos. Na saúde, falou sobre desinformação e campanhas contra vacinas e defendeu o fortalecimento da Organização Mundial da Saúde (OMS) para futuras crises sanitárias.

O Debate Geral ocorre entre 22 e 28 de setembro, na sede da ONU, em Nova York. O Brasil mantém a tradição de abrir a sessão desde 1955. O tema desta edição é “Restaurar a confiança, gerenciar a transformação: uma Organização das Nações Unidas que atenda a todas as pessoas”.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5