Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Saúde

Secador: ajustes na rotina ajudam a preservar o comprimento dos fios

Temperatura, distância e movimento do aparelho influenciam o desgaste do cabelo e podem reduzir a quebra ao longo do tempo.

Secador: ajustes na rotina ajudam a preservar o comprimento dos fios

Pontas progressivamente mais finas, fios partidos em alturas diferentes, aspereza, nós, embaraço e perda de brilho podem indicar quebra no comprimento. Nessa situação, o cabelo continua crescendo na raiz, mas perde parte do tamanho antes de acumular comprimento suficiente para ser percebido.

O secador usado diariamente pode contribuir para esse processo quando trabalha em temperatura elevada, fica muito próximo dos fios ou permanece sobre a mesma região. O calor repetido desgasta a cutícula, camada externa que protege as estruturas internas do cabelo. Esse efeito é cumulativo e pode aparecer de forma gradual, não necessariamente após uma única secagem.

Distância e temperatura mudam a exposição ao calor

Uma referência prática é manter cerca de 15 centímetros entre o bico do aparelho e o cabelo, movimentando o secador durante todo o processo. Essa distância evita que o calor fique concentrado por muito tempo em uma única mecha.

Em um estudo sobre diferentes formas de secagem, a condição com o aparelho a 15 centímetros e em movimento contínuo provocou menos dano superficial. A temperatura medida nessa posição ficou próxima de 47 °C. A 10 centímetros, chegou a cerca de 61 °C; a apenas 5 centímetros, atingiu aproximadamente 95 °C. Nas situações mais quentes, o desgaste observado na superfície do fio foi maior.

Por isso, além de afastar o bico, é importante não direcioná-lo de maneira fixa para a mesma parte do cabelo. O movimento distribui melhor o calor e reduz o risco de superaquecer pequenas áreas.

Como finalizar a secagem

A maior parte da água pode ser retirada com temperatura baixa ou média, sem manter o calor máximo até o último fio secar completamente. Quando o cabelo já estiver entre 80% e 90% seco, a temperatura pode ser reduzida bastante, com finalização em ar frio ou morno.

O ar frio não fecha permanentemente a cutícula. Ainda assim, diminui a exposição ao calor na etapa final e pode contribuir para um acabamento mais alinhado. Também é recomendado retirar o excesso de água sem esfregar o cabelo.

Protetor térmico não substitui os cuidados

Para quem usa secador todos os dias, o protetor térmico deve fazer parte da rotina. O produto forma uma camada sobre o fio, ajudando a reduzir o atrito, distribuir melhor o calor e diminuir parte do desgaste provocado por ferramentas quentes.

Ele não torna segura qualquer temperatura. Encostar um secador extremamente quente no cabelo continua sendo uma combinação agressiva mesmo após a aplicação do produto. A proteção é mais eficaz quando associada à temperatura baixa ou média, à distância adequada, ao movimento constante e à redução do calor no fim da secagem.

Quebra é diferente de queda

Na quebra, o fio parte em algum ponto do comprimento. Podem aparecer cabelos menores, pontas irregulares e fios partidos sem a raiz. Já na queda, o cabelo inteiro se desprende do couro cabeludo, muitas vezes com uma extremidade correspondente à raiz.

A queda persistente pode estar relacionada a diferentes fatores e merece investigação quando é intensa ou vem acompanhada de redução perceptível da densidade. Já os cuidados com o secador ajudam a preservar os centímetros que continuam crescendo, mas não reconstroem um fio que já se partiu.

Quando o cabelo cresce na raiz e quebra repetidamente nas pontas, o tamanho final pode quase não mudar. Reduzir o calor, manter o aparelho afastado, movimentá-lo e usar proteção térmica são medidas que diminuem a agressão repetida durante cada secagem.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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