Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Saúde

Como proteger as unhas durante a limpeza da casa

Água, detergente e secagem repetida podem favorecer descamação, ressecamento e quebras nas unhas das mãos.

Lavar louça, enxaguar panos e limpar a pia pode contribuir para unhas frágeis quando essas tarefas envolvem contato repetido com água, detergente e secagem. A lâmina ungueal absorve água, incha e depois encolhe ao secar. A repetição desse ciclo aumenta a tensão entre as camadas de queratina e pode favorecer lascas e descamação, principalmente em unhas finas ou já danificadas.

O detergente também remove parte da gordura da pele, das cutículas e da lâmina. Com isso, podem surgir ressecamento, aspereza, fissuras e irritação. Água quente, produtos concentrados e contato prolongado intensificam o efeito.

Sinais de que a rotina pode estar afetando as unhas

As pontas podem se abrir em lâminas, quebrar nas laterais ou ficar ásperas depois de uma sequência de tarefas. A pele ao redor pode repuxar, descamar ou arder. Descamação na borda das unhas das mãos, aumento das quebras após limpezas frequentes, cutículas ressecadas e pequenas fissuras são sinais compatíveis com dano pelo trabalho molhado.

Ardor, coceira ou vermelhidão depois do uso de um produto específico também merecem atenção. A relação com a exposição fica mais provável quando os sintomas melhoram em períodos com menos contato com água e pioram após lavar louça, roupa ou banheiro sem proteção. Esses sinais, porém, não comprovam que o detergente seja a única causa.

Luvas e hidratação ajudam a reduzir a exposição

Luvas criam uma barreira contra água, detergente e outros agentes de limpeza. Em tarefas demoradas, uma luva fina de algodão sob o material impermeável pode ajudar a absorver o suor. O tamanho deve permitir movimento sem apertar as pontas dos dedos. Em caso de alergia ao látex, modelos de nitrila ou vinil podem ser alternativas, conforme a tarefa.

Depois do uso, as mãos devem ser secas, inclusive entre os dedos. Também é indicado aplicar hidratante nas unhas, nas cutículas e no dorso das mãos. Cremes mais espessos, óleos para cutículas e produtos com substâncias umectantes podem reduzir o ressecamento e melhorar a flexibilidade quando usados após lavar as mãos e antes de dormir.

Bases fortalecedoras oferecem proteção temporária, mas algumas fórmulas podem irritar ou deixar a lâmina rígida demais. Removedores com acetona e a retirada agressiva de gel também podem aumentar a desidratação e o trauma. A proteção das mãos e a hidratação regular são medidas mais importantes do que buscar uma solução isolada em um produto.

Quando procurar avaliação

A fragilidade também pode acompanhar micose, psoríase, dermatite, alterações da tireoide, anemia, uso de medicamentos ou mudanças relacionadas à idade. Cor alterada, descolamento, espessamento, dor, inflamação, sulcos novos ou comprometimento de uma única unha merecem avaliação.

Se as quebras não diminuírem após algumas semanas de proteção com luvas e hidratação, procure um dermatologista. Suplementos não devem ser usados automaticamente: o excesso de certas substâncias pode causar efeitos adversos, e a biotina interfere em exames laboratoriais.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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