Dor ao prender o cabelo, sensibilidade na raiz, fios mais finos e pequenas falhas estão entre os sinais de que o couro cabeludo pode estar sofrendo com penteados tensionados. O alerta é do tricologista João Gabriel Fernandes, que explica que o quadro pode surgir quando a força aplicada na raiz se repete com frequência.
A chamada alopecia por tração ocorre quando a tensão provoca microlesões e processos inflamatórios no couro cabeludo. Essa inflamação pode comprometer o folículo capilar e, em situações mais graves, causar danos permanentes. O problema não está em usar um rabo de cavalo alto ou um coque baixo ocasionalmente, mas na repetição de estilos muito alinhados e apertados.
“A alopecia por tração é uma inflamação mecânica”, afirma Fernandes. Segundo ele, a dor, a sensação de repuxamento e o afinamento na linha frontal podem aparecer enquanto o couro cabeludo já está sendo afetado.
A aplicação de gel, pomada fixadora e spray na raiz pode aumentar a tensão. Esses produtos deixam o fio mais rígido e elevam a força exercida sobre o folículo. O tricologista também chama atenção para o cuidado com o couro cabeludo, região onde o cabelo nasce, e não apenas com o comprimento.
Para reduzir os danos, a recomendação é alternar os penteados e evitar repetir diariamente o mesmo estilo tensionado. Coques, tranças e rabos de cavalo mais soltos, sem puxar a raiz, são opções indicadas. Também é importante não prender o cabelo molhado, pois o fio fica mais frágil e sujeito à quebra.
Elásticos finos e presilhas metálicas devem ser reduzidos, com preferência por modelos revestidos, que causam menos atrito. O uso de géis, sprays e pomadas fixadoras na raiz também deve ser moderado. Sempre que possível, o cabelo deve secar naturalmente, sem tensão ou produtos químicos agressivos.
Fernandes afirma que identificar os sinais cedo permite interromper a inflamação e recuperar o ambiente saudável do folículo.







