Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Saúde

IA acompanha cirurgia cerebral em tempo real para retirar tumor na hipófise

Paciente de 48 anos teve tumor benigno removido no Reino Unido, com preservação da visão e apoio da tecnologia durante o procedimento.

IA acompanha cirurgia cerebral em tempo real para retirar tumor na hipófise

Um paciente de 48 anos foi o primeiro do mundo a passar por uma cirurgia cerebral com auxílio de inteligência artificial em tempo real. O procedimento retirou um tumor benigno de 11 milímetros localizado na hipófise, no Reino Unido, e preservou a visão do paciente.

A operação foi realizada em maio desse ano, no National Hospital for Neurology and Neurosurgery, em Londres. Rhys Hibbert tinha um tumor cujo crescimento comprometia sua visão e poderia levá-lo à cegueira.

A tecnologia acompanhou as imagens transmitidas pela câmera durante a cirurgia. Para isso, a ferramenta foi treinada com exames de imagem da lesão e centenas de vídeos de cirurgias. Durante o procedimento, o sistema analisou as imagens em tempo real e destacou vasos sanguíneos, nervos e outras estruturas que precisavam ser preservadas.

Apoio aos médicos durante o procedimento

A hipófise fica na base do crânio e produz hormônios ligados a funções como crescimento, pressão arterial e regulação da temperatura corporal. Por estar próxima de estruturas importantes, a região exige cuidado durante a retirada de tumores.

Segundo a neurocirurgiã Adriana Libório, a inteligência artificial pode ajudar na identificação de vasos sanguíneos e nervos próximos à lesão. O neurocirurgião Ulysses Caus Batista descreveu a tecnologia como uma ferramenta adicional de segurança, comparável a um GPS durante a cirurgia.

O sistema não realiza a operação nem toma decisões. O controle permanece com os médicos, que avaliam as informações e conduzem o tratamento. Para André Bissoli, as ferramentas podem melhorar a segurança e a qualidade dos procedimentos, mas é necessário que uma pessoa responsável e experiente tome as decisões.

Uso ainda está em pesquisa

A tecnologia não está disponível para qualquer cirurgia cerebral. O caso do Reino Unido é pioneiro, mas um único procedimento não comprova que a inteligência artificial melhora os resultados das operações. Novos estudos e testes com outros pacientes ainda são necessários para avaliar a segurança, a precisão e os benefícios em diferentes tipos de cirurgia.

Bruno Borlott afirma que, no futuro, algoritmos poderão reconhecer limites tumorais, tecido cerebral normal e estruturas funcionais, além de vasos e nervos. Esse tipo de recurso pode ser estudado para cirurgias em áreas do cérebro relacionadas à fala, ao movimento, à visão, à memória e à compreensão da linguagem.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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