Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Saúde

Uso frequente de companheiros de IA preocupa por respostas sem contexto

Levantamento nos Estados Unidos mostra que 72% dos adolescentes já usaram companheiros de IA; especialista orienta participação dos responsáveis.

Uso frequente de companheiros de IA preocupa por respostas sem contexto

Um levantamento da Common Sense Media realizado nos Estados Unidos com cerca de mil adolescentes mostrou que 72% deles já haviam usado companheiros de inteligência artificial. Entre os participantes, 52% mantinham contato regular com essas ferramentas, e um em cada três afirmou ter escolhido uma plataforma em vez de uma pessoa para conversar.

O uso não se limita a pesquisas escolares. Crianças e jovens também recorrem aos chatbots para falar sobre inseguranças, dilemas de amizade e dúvidas corporais, muitas vezes sem que os pais saibam.

Para João Paulo Batistella, especialista em inteligência artificial, o risco aumenta quando respostas convincentes são tomadas como conselhos. Os sistemas não conhecem toda a história da criança, não identificam necessariamente o que foi omitido e não avaliam a situação como alguém que acompanha a vida dela. Ainda assim, podem produzir respostas que parecem seguras e acolhedoras.

“A inteligência artificial não entrega apenas uma informação. Ela retoma o que foi dito e cria uma sensação de diálogo”, afirma Batistella. Na avaliação do especialista, essa característica faz a interação se aproximar de uma conversa, e não apenas de uma pesquisa.

Orientações para os responsáveis

Entre as medidas sugeridas estão limitar recursos, estabelecer horários de uso e bloquear determinados aplicativos. O especialista também recomenda que os pais saibam quais ferramentas os filhos utilizam e com que finalidade.

Batistella afirma que o bloqueio, sozinho, não esclarece o que está acontecendo. “O controle reduz o acesso, mas é o diálogo que permite identificar o que está acontecendo”, diz.

A orientação é conhecer a relação da criança ou do adolescente com a inteligência artificial antes de simplesmente impedir o uso. Dessa forma, os responsáveis podem combinar limites e acompanhar a finalidade atribuída às ferramentas.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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