O índice glicêmico é um dos principais critérios para escolher frutas na alimentação de pessoas com diabetes, segundo a nutricionista Juliana Andrade. O indicador mostra a velocidade com que um alimento eleva a glicose no sangue: quanto mais baixo, mais lento e controlado tende a ser esse processo.
Isso não significa eliminar as frutas do cardápio. Morango, maçã, pera, ameixa e kiwi estão entre as opções com índice glicêmico mais baixo e podem ser consumidos dentro de uma dieta saudável. Abacate e coco também entram nessa relação e oferecem gordura boa, que retarda a absorção do açúcar.
Fruta inteira é preferência
Juliana Andrade recomenda escolher a fruta inteira sempre que possível, em vez do suco. No preparo da bebida, parte das fibras é eliminada e o açúcar fica mais concentrado, o que faz com que seja absorvido mais rapidamente.
“Fruta tem açúcar, sim. No entanto, tem também fibra, água, vitaminas e compostos que mudam completamente a forma como esse açúcar entra na corrente sanguínea”, afirma a nutricionista.
A orientação vale inclusive para frutas populares. A diferença entre comer uma laranja inteira e tomar o suco feito com a mesma fruta está na quantidade de fibras e na velocidade com que o açúcar chega ao sangue.
Porções menores para algumas opções
Banana madura, manga, uva e melancia têm índice glicêmico mais alto. Por isso, a recomendação é consumi-las em porções menores, de preferência acompanhadas de uma fonte de proteína ou gordura. Esses nutrientes funcionam como um freio para a absorção do açúcar.
Uma possibilidade citada pela especialista é combinar um pedaço de manga com um punhado de castanhas, em vez de comer a fruta sozinha em jejum.
A retirada completa das frutas não é apresentada como estratégia de controle glicêmico. Elas fornecem antioxidantes, potássio e fibras solúveis, nutrientes que participam da saúde cardiovascular e metabólica e ajudam a proteger contra complicações do diabetes.







