O aumento intencional do consumo de fibras, conhecido como fibermaxxing, ganhou espaço nas redes sociais e passou a influenciar a indústria de alimentos. A estratégia busca melhorar a saúde intestinal, prolongar a saciedade e favorecer o controle glicêmico, mas deve ser adotada com equilíbrio.
A nutricionista Juliana Andrade afirma que a introdução rápida de grandes quantidades pode provocar gases e distensão abdominal. Também é necessário elevar o consumo de água para evitar a constipação.
Benefícios e tipos de fibras
Um relatório publicado na revista científica The Lancet, com dados de 135 milhões de pessoas, associou o consumo de 25 g a 29 g de fibras por dia à redução do risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e mortalidade geral.
Juliana Andrade cita dados da Organização Mundial da Saúde segundo os quais grande parte da população consome menos de 20 g de fibras diariamente. A recomendação varia entre 25 g e 38 g, conforme a idade e o sexo.
As fibras solúveis ajudam a reduzir a absorção de glicose e colesterol. As insolúveis aumentam o volume fecal e favorecem o trânsito intestinal. Já as prebióticas servem de alimento para bactérias benéficas da microbiota.
Dietas com mais fibras também estão associadas à saciedade e a uma menor ingestão calórica ao longo do dia, o que pode colaborar com o controle do peso.
Como incluir na alimentação
“A recomendação continua sendo priorizar fontes naturais, como frutas, legumes, verduras, feijões, sementes e grãos integrais”, afirma a nutricionista, formada pela Universidade de Brasília. Produtos industrializados enriquecidos com fibras devem ser usados apenas como complemento.
Antes de fazer mudanças na dieta, a orientação é buscar acompanhamento profissional. O consumo deve aumentar de forma gradual, considerando os desconfortos que podem surgir quando grandes quantidades são introduzidas rapidamente.







