Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Saúde

Estudo com 55 mil cães investiga como retardar o envelhecimento

Projeto acompanha cães de diferentes perfis e testa a rapamicina para avaliar efeitos sobre longevidade e saúde.

Estudo com 55 mil cães investiga como retardar o envelhecimento

Cientistas dos Estados Unidos acompanham pelo menos 55 mil cães para investigar como genes, estilo de vida e ambiente influenciam o envelhecimento. O trabalho é conduzido pelo Projeto Envelhecimento Canino, apoiado pelo Instituto Nacional do Envelhecimento, e também busca ampliar o conhecimento sobre mecanismos do envelhecimento humano.

O projeto usa cães de companhia porque esses animais apresentam grande variação de tamanho, formato e comportamento. Eles também têm diferenças na expectativa de vida e nas doenças associadas à idade, além de compartilharem o ambiente com as pessoas. Como envelhecem mais rapidamente, podem contribuir para estudos acompanhados ao longo do tempo.

Ensaio com rapamicina

Entre as frentes da iniciativa está um ensaio clínico com cães que recebem baixas doses semanais de rapamicina durante um ano. Em camundongos, a substância demonstrou prolongar a vida útil e melhorar a saúde em até 25%.

A pesquisa avalia se o composto pode aumentar a expectativa de vida, melhorar as funções cardíacas e cognitivas e reduzir doenças relacionadas à idade em cães de grande porte e de meia-idade. De acordo com os cientistas, trata-se do primeiro ensaio clínico, fora de um laboratório, com métricas de tempo de vida e saúde como resultados avaliados.

Os grupos estudados incluem cães de raças puras e mistas, com diferentes idades, tamanhos e sexos. Os pesquisadores também reúnem históricos médicos, informações ambientais e dados do sequenciamento completo do genoma, além de coletarem amostras regulares de sangue, urina, pelo e fezes.

Dados sobre o envelhecimento

Mais de dez mil cachorros já tiveram os genomas sequenciados. A análise deve ajudar a identificar variantes genéticas e possíveis relações com fatores ambientais e estilo de vida.

Com medições anuais que vão da avaliação física à análise molecular de sangue e outros fluidos, os cientistas pretendem criar um modelo biológico do envelhecimento canino. A expectativa é identificar biomarcadores capazes de indicar como um cachorro está envelhecendo e apoiar estudos sobre terapias antienvelhecimento.

O artigo sobre o projeto foi publicado na revista Nature. Segundo os pesquisadores, os resultados podem contribuir para a medicina veterinária e para a investigação dos processos de envelhecimento em diferentes espécies.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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