A dificuldade de ficar sozinho ou de encerrar uma relação que já não traz felicidade está entre as razões associadas ao cushioning, segundo a coach de relacionamentos April Davis. A prática consiste em manter outras pessoas por perto como alternativa caso o relacionamento atual chegue ao fim, sem que o parceiro saiba desse investimento.
O comportamento pode envolver um ex-rolo, um namorado da adolescência ou um amigo que desperta interesse. Mesmo em uma relação séria, a pessoa continua orbitando essas possibilidades por meio de flertes, conversas ou contatos mantidos com segundas intenções.
Como o cushioning aparece
Para Davis, os aplicativos de namoro reforçaram a ideia de que sempre existe uma opção superior disponível: “Os aplicativos de namoro nos convenceram de que sempre há uma opção melhor a apenas um deslize de distância”.
A pessoa pode continuar comprometida formalmente e, ao mesmo tempo, avaliar outras conexões românticas ou manter contato com um ex. Davis classificou esse padrão como algo próximo da microtraição: “Eles estão tecnicamente em um relacionamento, mas ainda flertam com outras pessoas”.
A orientação apresentada por ela é conversar de forma aberta com a parceria, estabelecer limites e reconhecer quando chegou o momento de terminar a relação.







