Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Saúde

Casais que vivem em casas separadas adotam modelo para preservar individualidade

Conhecido como LAT, o formato pode facilitar o equilíbrio entre a vida a dois e o espaço individual, mas exige organização e confiança.

Casais que vivem em casas separadas adotam modelo para preservar individualidade
Foto: Reprodução/Instagram

Letícia Colin e Michel Melamed retomaram o casamento depois de passarem quase dois anos separados, mas decidiram continuar morando em casas diferentes. A escolha, segundo a atriz, ajuda o casal a conciliar a rotina intensa de trabalho e a preservar a individualidade.

Letícia contou que a família, incluindo o filho Uri, de 6 anos, já se adaptou ao formato. Ela interpreta Adriana em Quem Ama Cuida. “A gente está lidando bem com isso e Uri está muito adaptado também”, relatou.

Melamed atua como ator, diretor e dramaturgo. Para Letícia, a agenda dos dois torna a convivência diária mais complexa. “Tem vezes que a saudade aperta”, explicou a atriz.

O que é o modelo LAT

A prática é conhecida como LAT, sigla em inglês para living apart together, expressão traduzida como “vivendo juntos, mas em casas separadas”. O modelo é adotado por casais que mantêm a relação, mas escolhem não dividir o mesmo endereço.

De acordo com a psicóloga especializada em relacionamentos Eudiléia Marcelino, a configuração pode beneficiar pessoas que não lidam bem com a rotina compartilhada ou se sentem sufocadas pelo contato excessivo. Entre as possíveis vantagens estão o equilíbrio entre o espaço individual e o conjugal e uma convivência com menos necessidade de adaptação constante às demandas do parceiro.

Uma pesquisa publicada pela National Library of Medicine indicou que a maioria das pessoas em uniões LAT vive separada por razões práticas. O estudo também apontou maior presença desse formato entre jovens, estudantes do ensino superior, pessoas com atitudes liberais, pessoas altamente educadas e quem já morou com um parceiro ou foi casado. Pessoas mais velhas, divorciadas ou viúvas também aparecem entre as que escolhem o modelo para manter a independência.

A opção pode aumentar o custo de manutenção de duas casas e trazer desafios logísticos para famílias com filhos. Também exige esforço para preservar a conexão emocional. Para Eudiléia, a distância física pode ampliar a desconfiança e a insegurança quando a relação não é sólida.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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