Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Saúde

Culpa materna pode afetar a saúde emocional; saiba quando buscar apoio

A cobrança para atender às expectativas da maternidade pode levar à culpa persistente e contribuir para depressão e burnout materno.

Culpa materna pode afetar a saúde emocional; saiba quando buscar apoio

A culpa materna pode se intensificar quando a mulher tenta atender, ao mesmo tempo, às demandas da maternidade, do trabalho e de outras áreas da vida. Quando esse sentimento se torna constante, ele pode comprometer o bem-estar emocional e contribuir para problemas como depressão e burnout materno.

A psicóloga perinatal Rafaela Schiavo, fundadora do Instituto MaterOnline, explica que a culpa está relacionada à combinação entre fatores sociais, pessoais e a realidade da maternidade. A pressão cultural pode levar mulheres a se sentirem culpadas por quererem trabalhar ou por fazerem outras escolhas pessoais.

Sinais de alerta

A culpa não abordada pode evoluir para quadros de depressão. Entre os fatores que aumentam esse risco estão a sobrecarga emocional, a falta de suporte e a idealização da maternidade, especialmente durante o puerpério.

Tristeza persistente, falta de energia, dificuldade de conexão com o bebê e pensamentos negativos são sinais de que pode ser necessário procurar ajuda. A depressão pode surgir durante a gestação ou até um ano após o parto.

A psicologia perinatal oferece acompanhamento especializado para gestantes e puérperas. O atendimento pode ocorrer em sessões individuais, em grupo ou familiares, com foco nos desafios emocionais da maternidade e na prevenção de problemas mais graves.

Estratégias para lidar com a cobrança

Sentir cansaço ou frustração em algum momento não significa ser uma mãe ruim. Falar sobre essas emoções e aceitá-las pode ajudar a reduzir a culpa. Também é importante compreender que não existe uma mãe perfeita e que a maternidade possível ou suficientemente boa faz parte da realidade.

Reservar tempo para cuidar da mente e do corpo é outra medida indicada. Conversar com o obstetra pode ajudar na busca por indicações de psicólogos perinatais e em informações sobre a Lei 14.721, que garante suporte psicológico gratuito pelo SUS.

Grupos de apoio também podem fortalecer o suporte emocional e permitir a troca de experiências com outras mães. Se a culpa e a tristeza persistirem, o acompanhamento de um profissional de saúde mental pode ajudar a evitar a evolução para depressão.

A informação e o acolhimento ganham destaque durante o Setembro Amarelo, campanha brasileira de prevenção ao suicídio, período em que Rafaela Schiavo esclarece dúvidas sobre o tema e orienta sobre formas de enfrentar esses sentimentos.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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