A Vibra Energia colocou sua marca em 385 novos postos de combustíveis no primeiro semestre, quase alcançando os 404 adicionados no ano passado. O resultado supera o ritmo anterior da empresa, que já havia registrado o maior volume de embandeiramentos dos últimos cinco anos.
A expansão ocorre em um cenário de maior fiscalização sobre irregularidades e sonegação de impostos no setor. A Operação Carbono Oculto desencadeou investigações policiais e medidas do Governo Federal, dos estados e de órgãos reguladores. Para o Bradesco BBI, o cerco ampliado levou volumes para o mercado formal e beneficiou empresas grandes, como Vibra, Ultrapar e Raízen, além de redes menores.
O banco afirmou que a distribuição formal de combustíveis atravessa um cenário positivo, com relatos favoráveis de quatro proprietários de redes sobre concorrência e margens. Vanessa Gordilho, vice-presidente executiva de varejo da Vibra, também relacionou o crescimento ao ambiente de fiscalização. “É um recorde histórico aqui dentro”, disse.
A executiva, porém, afirmou que a repressão às irregularidades não explica sozinha o desempenho. A Vibra combinou esse movimento com iniciativas voltadas ao fortalecimento da rede, como uso de dados, inteligência artificial e trabalho em campo para apoiar os resultados dos postos.
A estratégia também reduziu em 45% o churn da rede na comparação anual. Segundo Vanessa, a empresa reativou 80 postos que estavam abandonados pelos proprietários e realizou trabalhos de base para que voltassem a operar.
No mercado acionário, a ação da Vibra subiu cerca de 70% nos últimos 12 meses. A Ultrapar, dona da Ipiranga, avançou 105% no mesmo período.
O Bradesco BBI mantém uma visão positiva para o setor e cita o reforço da fiscalização contra postos irregulares no Rio de Janeiro, além de projetos de lei voltados ao combate às ilegalidades. Os analistas identificaram cinco medidas da agenda de legalidade dos combustíveis que podem avançar até o fim do ano e favorecer empresas formais, com possíveis ganhos de participação de mercado e margens.








