A tecnologia educacional deve ser desenvolvida de forma inclusiva e considerar a cultura local, afirmou a professora de matemática Keila Cattete, especialista em Atendimento Educacional Especializado (AEE) e Robótica Educacional. Para ela, os recursos tecnológicos precisam funcionar como ponte para o aprendizado, e não como barreira.
A especialista relaciona essa visão à própria trajetória. Remanescente de um quilombo, Keila disse ter vivido essa experiência na comunidade com os avós. Por isso, defende que plataformas e projetos tecnológicos reconheçam a diversidade social dos alunos. “É importante agregar a cultura local”, afirmou.
Keila é mestranda em Engenharia pelo Instituto Federal do Pará (IFPA), foi a primeira campeã brasileira de Robótica Educacional na Amazônia e já desenvolveu atividades na área. Durante sua exposição, também citou o ODS 7, que estabelece a necessidade de garantir acesso confiável, sustentável e a preço acessível à energia para todos.
Inclusão desde a educação infantil
A partir desse objetivo, a professora defendeu que a conscientização seja trabalhada em todas as etapas da formação, da educação infantil à universidade, incluindo o ensino técnico. Na avaliação dela, a Amazônia precisa incorporar a cultura local aos processos tecnológicos.
Keila também afirmou que a inclusão deve orientar qualquer iniciativa voltada à educação, conforme o Eca digital e a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional). A especialista reforçou que plataformas e projetos precisam ser planejados para atender a esse princípio.
Ela ainda mencionou a neurociência ao dizer que crianças que desenvolvem altas habilidades podem se tornar líderes na fase adulta.







