Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Brasil

Famílias enfrentam barreiras no diagnóstico e na inclusão de crianças autistas

Mães relatam espera por atendimento, falta de apoio nas escolas, preconceito e mudanças na rotina após o diagnóstico.

Famílias enfrentam barreiras no diagnóstico e na inclusão de crianças autistas

O diagnóstico de autismo representa o início de uma rotina marcada por consultas, terapias, adaptações e busca por direitos. Famílias relatam dificuldades para conseguir atendimento especializado, apoio nas escolas e acolhimento em espaços públicos. A falta de informação e o preconceito também aparecem entre os desafios enfrentados pelas mães.

Raimunda Soraia, de 40 anos, mora no bairro da Terra Firme e é mãe de Henzo Gabriel, de 13 anos. Ela descobriu o autismo do filho quando ele tinha seis anos. Segundo Raimunda, a família esperou cerca de um ano por uma consulta com neuropediatra para concluir o diagnóstico.

Além da busca por atendimento médico, a mãe relata problemas no ambiente escolar. Henzo foi agredido na escola no início deste ano, e a família continua lidando com a situação. Raimunda também começou a investigar se o filho mais novo, de oito anos, está dentro do espectro autista. Ela conta que teve dificuldade para aceitar essa possibilidade e precisou reorganizar a rotina para procurar atendimento.

A empreendedora Jaqueline Silquera, de 49 anos, é mãe de Tamires Silquera, de oito anos. Ela percebeu diferenças no desenvolvimento da filha quando a menina tinha cerca de dois anos. Tamires passou a falar apenas aos três anos e, depois da busca por informações e de uma consulta com uma neuropediatra, foi encaminhada para uma equipe multidisciplinar. O acompanhamento continua até hoje.

Para Jaqueline, o diagnóstico não encerra os desafios. Ela relata preconceito em locais frequentados pela família e dificuldade para conseguir um profissional de apoio na escola. Mesmo com a documentação necessária, Tamires continua sem facilitador. A mãe afirma ainda que muitas mulheres precisam interromper o trabalho ou os estudos para acompanhar os filhos.

Fabiola Luz, de 26 anos, assistente social do Centro de Referência no Tratamento de Autismo e Outros Transtornos, afirma que muitas famílias não sabem onde buscar o laudo e o acompanhamento. Ela explica que o atendimento pode envolver psicologia, psicopedagogia, psicomotricidade, integração sensorial, musicoterapia e atividade física adaptada, conforme as necessidades de cada criança.

A profissional também destaca a importância de iniciar o acompanhamento o mais cedo possível e de oferecer orientação à família. Segundo Fabiola, além do apoio à criança, os serviços podem auxiliar os responsáveis com questões psicológicas e jurídicas, inclusive na busca por benefícios.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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