Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Brasil

Estudantes surdos conhecem rotina de redação, impressão e jornalismo digital em Belém

Visita reuniu onze alunos do Instituto Filippo Smaldone durante o Setembro Azul e incluiu atividades sobre produção jornalística e inclusão.

Estudantes surdos conhecem rotina de redação, impressão e jornalismo digital em Belém

Onze estudantes surdos do Instituto Filippo Smaldone visitaram, na manhã desta terça-feira (15), uma redação integrada no bairro do Marco. A atividade fez parte do Setembro Azul, período dedicado à conscientização, à divulgação da cultura surda e à luta da comunidade surda.

Durante a visita pedagógica, os alunos acompanharam o trabalho de uma redação que reúne portal, jornal impresso e rádios. Eles também conheceram o parque gráfico, onde é produzido o jornal impresso, e o setor Comercial.

Participaram estudantes do 8º e 9º ano, acompanhados por Leilane Monteiro, professora de Libras e Língua Portuguesa, e Clarice Bittencourt, vice-diretora pedagógica do Instituto Filippo Smaldone. A recepção foi feita por Sérgio Oliveira, diretor de mercado leitor; Luciana Sassim, gerente de marketing; Everaldo Nascimento, coordenador de fotografia; e Heloá Canali, editora executiva digital.

Heloá apresentou o funcionamento da redação integrada e características do jornalismo digital. Everaldo explicou o fluxo de produção do impresso, o trabalho da fotografia, a busca por notícias e a seleção de imagens no fotojornalismo.

Ana Carolina Moreira, estudante do 9º ano, de 14 anos, destacou as máquinas usadas na impressão. A aluna também participa do jornal escolar do instituto, onde é responsável pela editoria de Cultura. Gabriel Freitas, estudante do 8º ano, de 14 anos, afirmou ter gostado de acompanhar como os textos são escritos e produzidos. No jornal escolar, ele faz os desenhos da capa e já ilustrou uma casa durante o período de chuvas em Belém.

Inclusão e formação jornalística

A visita também mostrou recursos que podem ampliar a participação de estudantes surdos no jornalismo, como softwares e ferramentas assistivas. Clarice Bittencourt afirmou que parte dos alunos acreditava que a surdez poderia limitar a atuação profissional, mas passou a considerar a possibilidade de ocupar espaços na área.

O instituto mantém um jornal escolar com textos impressos e vídeos apresentados em Libras. Segundo Clarice, conhecer a rotina profissional pode mudar a perspectiva de futuro dos estudantes e despertar o interesse pelo jornalismo.

Leilane Monteiro contou que o projeto surgiu durante o estudo do gênero textual jornalístico. No ensino bilíngue, os alunos aprendem Libras e Língua Portuguesa escrita. Ela também relatou que leva jornais para a sala de aula, após uma escolha majoritária da turma.

Para a professora, esta foi a primeira visita dos estudantes ao local. A experiência permitiu que eles acompanhassem de perto etapas que, por serem visuais e concretas, ajudam na compreensão do conteúdo trabalhado em sala.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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