Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Finanças da casa

Táxi ainda gera renda em Belém, mas custos e aplicativos pressionam profissionais

Taxistas relatam queda no movimento e dizem que veículo próprio, controle de gastos e confiança dos passageiros fazem diferença.

Táxi ainda gera renda em Belém, mas custos e aplicativos pressionam profissionais

Taxistas afirmam que a profissão ainda pode ajudar no pagamento das contas, mas a renda é pressionada pela concorrência dos aplicativos, pelo combustível e pela manutenção dos veículos. Para os profissionais, ter o próprio táxi é um fator importante para manter a atividade viável.

Raimundo Azevedo trabalha há dez anos em um ponto próximo a um hospital, no bairro da Pedreira. Ele entrou na profissão depois de perder o emprego com carteira assinada e encontrar dificuldades para voltar ao mercado de trabalho.

Segundo Raimundo, o movimento caiu depois da chegada do Uber e da 99. Atualmente, ele avalia que houve recuperação parcial, embora o volume de passageiros ainda não esteja no melhor nível. O taxista trabalha aproximadamente das 9h às 18h e afirma que quem permanece mais tempo nas ruas pode conseguir entre R$ 150 e R$ 170 por dia, conforme o movimento.

O profissional diferencia a situação de quem é dono do veículo daquela enfrentada por quem paga diária. Para ele, o táxi próprio permite uma renda mais favorável, enquanto o pagamento diário torna a atividade mais difícil.

Combustível e confiança dos passageiros

Silvio Santana também está há dez anos na profissão e trabalha das 8h às 18h. Em dias de bom movimento, ele afirma conseguir entre R$ 150 e R$ 200 por dia. Esse valor ainda precisa cobrir despesas como combustível e manutenção, portanto não representa o lucro líquido do taxista.

Para reduzir os gastos, Silvio diz que escolhe o etanol quando a gasolina está mais cara. Ele também aponta os aplicativos como um dos desafios do setor, mas afirma que os passageiros demonstram confiança nos motoristas de táxi.

No ponto em frente ao hospital, o profissional identifica um público fiel, formado principalmente por idosos. Na avaliação dele, a atividade ainda pode pagar as contas, desde que o motorista controle os custos, trabalhe com regularidade e conquiste a confiança dos passageiros. A licença, por si só, não garante o movimento necessário para sustentar a renda.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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