Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Finanças da casa

Suzano é preferida do Bradesco BBI no setor de celulose

Banco mantém recomendação de compra para a Suzano, mas reduz preços-alvo das duas empresas e rebaixa a Klabin para neutra.

Suzano é preferida do Bradesco BBI no setor de celulose

O Bradesco BBI escolheu a Suzano (SUZB3) como sua ação preferida entre as empresas de papel e celulose analisadas. Apesar da recomendação de compra, o banco reduziu o preço-alvo dos papéis de R$ 73 para R$ 59 no fim de 2027. Considerando a abertura de R$ 47,01, o potencial de alta estimado é de cerca de 25,5%.

Para a Klabin (KLBN11), o preço-alvo caiu de R$ 24 para R$ 21. Em relação à abertura de R$ 19,02, a alta indicada é de 10,4%. O banco também mudou a recomendação das ações de compra para neutra.

Perspectivas para a celulose

A avaliação do Bradesco BBI combina uma expectativa de melhora no curto prazo com maior cautela para os períodos seguintes. O banco reduziu sua projeção para o preço da celulose de fibra curta de US$ 605 para US$ 584 por tonelada. No longo prazo, a estimativa passou de US$ 600 para US$ 570 por tonelada.

Os estoques baixos entre fabricantes de papel e a recomposição prevista antes do quarto trimestre de 2026 contribuíram para os reajustes de preços de setembro. Nesse cenário, ainda existe espaço para uma nova alta de US$ 20 por tonelada em outubro.

Para o longo prazo, porém, o banco considera que o aumento da produção de celulose na China, a sobrecapacidade do mercado de papel e a entrada de novos projetos devem manter o crescimento da oferta acima da demanda. Esse desequilíbrio tende a pressionar o preço da matéria-prima no mercado global.

Razões para a preferência pela Suzano

A Suzano é a única produtora de celulose sob cobertura do Bradesco BBI que permanece com recomendação de compra. A instituição considera que a companhia está mais preparada para um ambiente desafiador por operar com custos mais baixos.

O banco também prevê melhora na operação da empresa e uma virada na geração de caixa em 2027. A projeção é de R$ 8,8 bilhões em caixa no próximo ano, o equivalente a 15% do valor de mercado. Sem considerar os ganhos com derivativos, essa proporção seria de 10%.

A alavancagem também aparece como um ponto favorável. A relação entre dívida líquida e Ebitda deve passar de 3,3 vezes no segundo trimestre de 2026 para 2,8 vezes ao fim de 2027.

Avaliação sobre a Klabin

Para a Klabin, o Bradesco BBI reduziu em 11% a estimativa de Ebitda para 2027, para R$ 8 bilhões. A projeção indica uma expectativa de desempenho operacional mais fraco.

O banco reconhece avanços na alocação de capital, uma composição de vendas mais rentável e a recuperação do mercado de papéis para embalagens kraftliner. Ainda assim, a valorização das ações influenciou a decisão de rebaixar a recomendação.

A Klabin é negociada a 7,1 vezes o Ebitda estimado para 2027. Na avaliação do BBI, esse nível indica que parte relevante dos avanços esperados já está refletida nos preços. A geração de caixa mais limitada também deve desacelerar a redução do endividamento da companhia.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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