A primavera aumenta a exposição ao pólen, à poeira, às plantas e a ambientes ao ar livre. Para quem tem sensibilidade a esses fatores, a estação pode intensificar sintomas no nariz, nos olhos, na pele e nas vias respiratórias. As chuvas também exigem atenção ao acúmulo de água parada em locais onde há circulação do vírus da dengue.
Ana Paula Zanon Bampi, coordenadora do curso de Enfermagem da Faculdade Anhanguera, afirma que a frequência dessas condições depende da região, do clima e das características de cada pessoa. Ela recomenda acompanhar a evolução dos sintomas, manter os cuidados indicados para alergias e retirar possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti.
Reações associadas a alergias
A rinite alérgica pode provocar espirros repetidos, coriza, coceira no nariz e congestão depois do contato com pólen, poeira ou outros alérgenos. Reconhecer o que desencadeia as crises ajuda a definir os cuidados.
A exposição a partículas e irritantes também pode piorar quadros respiratórios já existentes, com tosse, chiado, aperto no peito e falta de ar. Nesses casos, o tratamento de controle deve seguir a orientação médica.
A conjuntivite alérgica costuma causar coceira, vermelhidão e lacrimejamento nos dois olhos, podendo aparecer junto da rinite. Como há causas infecciosas para a conjuntivite, sintomas persistentes ou secreção intensa precisam ser avaliados antes do uso de colírios.
Outra condição relacionada às vias nasais provoca nariz entupido, pressão ou dor no rosto e secreção nasal. Nem sempre o quadro é causado por bactérias ou requer antibióticos. A avaliação profissional é indicada quando os sintomas continuam, pioram ou ficam mais intensos.
Pele, infância e dengue
Durante atividades ao ar livre, plantas, cosméticos e outras substâncias podem desencadear dermatite de contato. Vermelhidão, coceira e irritação tendem a orientar a investigação do que foi tocado antes do início da reação.
Uma doença mais comum em crianças causa febre e lesões que podem evoluir para pequenas bolhas e crostas. Por ser contagiosa, a vacinação conforme o calendário recomendado é uma medida de prevenção.
Em áreas com circulação do vírus, febre, dores no corpo, dor atrás dos olhos, náuseas e manchas na pele devem ser avaliadas. Já dor abdominal forte, vômitos que não cessam ou sangramentos exigem atendimento imediato.







