Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Finanças da casa

Setor aplica mais de 2.200 punições por abuso em crédito consignado

Fiscalização suspendeu 132 empresas e registrou mais de 6 milhões de pedidos de bloqueio de ligações sobre empréstimos consignados.

Setor aplica mais de 2.200 punições por abuso em crédito consignado

Mais de 2.200 medidas disciplinares foram adotadas contra correspondentes bancários e agentes de crédito envolvidos em condutas abusivas na oferta de empréstimos consignados. O levantamento é da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e da Associação Brasileira de Bancos (ABBC).

Criado em 2020 pelas duas entidades, o sistema de autorregulação do setor busca combater o assédio comercial e as fraudes, além de ampliar a transparência e a segurança na contratação desse tipo de crédito.

Do total de empresas que atuavam em nome de bancos participantes, 132 foram suspensas. Também houve a suspensão temporária de 17 pessoas que trabalhavam para agentes de crédito. A fiscalização aplicou ainda 1.200 advertências e 928 suspensões temporárias a correspondentes bancários.

As regras abrangem produtos de crédito consignado destinados a aposentados e pensionistas, mas não se limitam a esse público. Também estão incluídos servidores públicos federais, estaduais e municipais e trabalhadores da iniciativa privada com carteira assinada.

Entre os produtos acompanhados estão o empréstimo consignado tradicional, com desconto das parcelas diretamente no salário ou benefício, o cartão de crédito consignado e o cartão benefício consignado. Febraban e ABBC analisam diferentes fontes de informação, incluindo registros de reclamações dos consumidores, para identificar irregularidades.

As instituições financeiras que descumprem as normas também podem ser penalizadas. As multas variam de R$ 45 mil a R$ 1 milhão, e os valores arrecadados são destinados a projetos de educação financeira.

Mais de 6 milhões de pedidos de bloqueio de números que fazem ligações com ofertas indesejadas de crédito consignado foram registrados nos primeiros sete meses deste ano na plataforma Não Me Perturbe. A ferramenta permite impedir esse tipo de contato comercial.

A região Sudeste concentrou 53,86% das solicitações. Na sequência aparecem Sul, com 18,42%, Nordeste, com 14,74%, Centro-Oeste, com 9,24%, e Norte, com 3,73%.

São Paulo liderou os registros estaduais, com 2.009.285 pedidos no período. Minas e Rio aparecem na sequência entre os estados com mais solicitações. Os dados da plataforma também são usados no acompanhamento de problemas relacionados à oferta de empréstimos e cartões consignados.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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