Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Finanças da casa

Perito contratado para Dark Horse presta serviço a instituto que investiu no Banco Master

Empresa de Anísio Costa Castelo Branco recebeu R$ 728,5 mil do instituto de Cajamar, que aplicou R$ 87 milhões no banco.

Perito de Dark Horse tem contrato de R$ 728 mil com previdência exposta ao Banco Master
Foto: Reprodução

A empresa comandada por Anísio Costa Castelo Branco, contratado para examinar as contas de Dark Horse, também presta serviços ao Instituto de Previdência Social dos Servidores de Cajamar (IPSSC). O instituto aplicou R$ 87 milhões em títulos emitidos pelo Banco Master, ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro.

O contrato com o Instituto de Perícia Investigativa (IPI) foi firmado em janeiro de 2026, por inexigibilidade de licitação, e tem valor total de R$ 728,5 mil. Desse montante, R$ 692,7 mil correspondem a uma perícia investigativa defensiva sobre os investimentos feitos no banco.

Anísio foi indicado pelo IPSSC, em 7 de maio, como assistente técnico em uma ação judicial que discute as aplicações. Em 11 de junho, ele assinou o trabalho de análise das contas de Dark Horse, produção da Go Up Entertainment sobre Jair Bolsonaro.

O trabalho para o instituto de Cajamar

A equipe do IPI examina demonstrações contábeis do Banco Master, acompanha procedimentos administrativos no Banco Central e analisa documentos produzidos pela KPMG e pela Fitch Ratings. A perícia também abrange a atuação do Banco Central, da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e do Ministério da Previdência.

Segundo Anísio, o serviço pode gerar laudos, pareceres e notas técnicas para embasar medidas de recuperação dos recursos, pedidos de indenização e eventual responsabilização de envolvidos. Ele afirmou que o trabalho ainda está em andamento e não definiu responsabilidades.

O Ministério Público de Contas do Estado de São Paulo informou que Cajamar fez três aportes em Letras Financeiras do Banco Master: R$ 35 milhões em outubro de 2023, R$ 25 milhões em dezembro de 2023 e R$ 27 milhões em março de 2024. O total correspondia a mais de 15% da carteira do regime próprio de previdência do município.

O órgão levou o caso ao Tribunal de Contas do Estado. Em outro levantamento, identificou R$ 238,15 milhões aplicados por fundos previdenciários municipais paulistas em ativos relacionados ao Master. Cajamar tinha um dos maiores valores, atrás de São Roque, com R$ 93,15 milhões.

Uma ação popular também questiona as operações. O processo inclui o IPSSC, o Banco Master, Daniel Vorcaro, ex-dirigentes da previdência municipal, uma consultoria e Danilo Joan, então prefeito de Cajamar. Em abril, a Justiça determinou uma perícia contábil e atuarial para avaliar a situação financeira do banco na época dos aportes, as análises de risco, os responsáveis pelas decisões e possíveis efeitos sobre o patrimônio previdenciário.

A análise sobre o filme

O financiamento de Dark Horse é investigado por sua relação com recursos ligados a Daniel Vorcaro. O filme também é alvo de apuração sobre o caminho do dinheiro usado no projeto e sua conexão com estruturas ligadas ao banqueiro.

Anísio afirmou que o escritório HSLaw, de Ricardo Hasson Sayeg, sabia que ele já atuava no caso do Banco Master em Cajamar ao contratá-lo para a análise do filme. De acordo com o perito, as duas contratações foram submetidas ao setor de compliance do IPI, que não identificou conflito de interesses.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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