Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Finanças da casa

Governo estuda leilão para renegociar dívidas antigas de consumidores

Proposta mira pessoas que recuperaram renda, mas continuam negativadas, e pode comprar carteiras de débitos com descontos.

Governo estuda leilão para renegociar dívidas antigas de consumidores

A equipe econômica do governo estuda criar um leilão para comprar carteiras de dívidas antigas de consumidores que recuperaram a renda, mas ainda estão negativados. A proposta foi mencionada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, ao Extra e ainda não teve seu desenho detalhado.

A ideia é que o governo organize a compra dessas carteiras com descontos significativos. Diferentemente das últimas versões do Desenrola, o consumidor não precisaria acessar uma plataforma e aceitar individualmente uma oferta. A medida buscaria reduzir o impacto sobre as contas públicas e retirar de bancos e prestadores de serviços débitos cuja recuperação é considerada pouco provável.

Para as instituições financeiras, o programa criaria um novo comprador para ativos estressados e poderia transformar dívidas de difícil recuperação em dinheiro ou em ativos com maior possibilidade de recuperação. O UBS BB considera esse efeito potencialmente positivo, mas alerta para o risco moral no longo prazo.

Na avaliação dos analistas, a repetição de programas de renegociação pode levar parte dos consumidores a adiar o pagamento das dívidas na expectativa de obter condições melhores no futuro.

Nova rodada teria foco em débitos antigos

A proposta seria mais uma iniciativa para enfrentar o endividamento das famílias. As duas rodadas do Desenrola, identificadas como programas 1 e 2, alcançaram cerca de 19 milhões de brasileiros. Na primeira, foram incluídas dívidas bancárias e contas de consumo, como luz e gás. A participação dos credores foi definida após um leilão, conforme os descontos oferecidos, e a renegociação ocorreu em uma plataforma.

A segunda rodada ficou limitada às dívidas de crédito bancário. Nesse caso, os consumidores negociavam diretamente com os bancos, seguindo faixas de desconto estabelecidas pelo governo, que também garantia as operações.

Agora, o foco estaria nos débitos mais antigos. Durigan relaciona parte do endividamento elevado das famílias à crise econômica e às dificuldades enfrentadas durante a pandemia de covid-19. Para o ministro, iniciativas desse tipo precisam ser feitas de forma recorrente para reduzir o estoque de dívidas.

O cenário de inadimplência, porém, continua avançando. Dados do Banco Central indicam que a inadimplência das pessoas físicas chegou a 5,8% em julho, o maior nível desde março de 2011.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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