A Fintalk afirma que sua tecnologia conduz 93% das negociações de dívidas sem transferir o consumidor para um atendente humano. A fintech presta serviços para empresas como C&A, Stone, Porto Seguro, Cimed, Avenue e Alloha Fibra.
De acordo com a empresa, o uso de agentes de inteligência artificial pode reduzir em até 40% os custos operacionais das cobranças e aumentar em pelo menos 20% o volume recuperado. A companhia também diz que a recuperação por contato pode dobrar em comparação com modelos convencionais.
Como funciona a negociação
A tecnologia identifica o horário e o canal considerados mais adequados para abordar cada consumidor. Durante a conversa, interpreta linguagem informal, gírias e o contexto apresentado pelo cliente, além de adaptar a negociação ao perfil identificado.
O sistema pode ajustar propostas de pagamento dentro dos limites definidos previamente pelo credor. A estrutura combina inteligência artificial generativa, responsável pela conversa, com sistemas determinísticos, que controlam as condições disponíveis. Com isso, a ferramenta busca impedir a oferta de descontos, prazos ou outras condições fora das regras estabelecidas pelo banco ou pelo varejista.
Luiz Lobo, CEO e cofundador da Fintalk, afirma que o modelo baseado em ligações sucessivas perdeu eficiência e manteve custos elevados. “Ninguém mais atende ao telefone”, disse.
Segundo Lobo, a ferramenta também considera os hábitos de cada consumidor para adaptar a comunicação e indicar uma forma de pagamento. “O modelo consegue identificar os melhores horários e canais para abordar cada consumidor”, afirma.
A aplicação da inteligência artificial ocorre em um cenário de aumento da inadimplência e de busca, por bancos, varejistas e empresas de recuperação de crédito, por alternativas para recuperar valores. Para a Fintalk, a mudança reduz a dependência das centrais telefônicas tradicionais de cobrança.







