COLATINA — A empresa GB, do polo de confecção de Colatina, lançou uma coleção de jeans com uma tecnologia que elimina o uso de água e de produtos químicos em uma das etapas de acabamento das peças. O processo foi apresentado durante o evento “Colatina tá na Moda”, realizado na última sexta.
Segundo Marcos Britto, proprietário da empresa, o desenvolvimento levou cerca de 15 anos. A tecnologia usa um gás desenvolvido em parceria com outras indústrias. De acordo com o empresário, quatro empresas no mundo participam da iniciativa, e a GB é a representante brasileira. A patente já foi registrada.
A novidade será aplicada na marca Zayra Britto, filha de Marcos. A etapa de lavanderia é responsável por criar efeitos como cores e desgastes no jeans. Zayra afirma que, além da proposta relacionada à sustentabilidade, o processo aumenta a durabilidade do produto. “O produto fica tão bom quanto, mas é mais durável”, disse.
Modelos da coleção
A marca pretende alcançar consumidores preocupados com sustentabilidade, principalmente pessoas entre 15 e 27 anos. A previsão é lançar quatro tipos de jeans, com diferentes níveis de sustentabilidade.
O modelo de maior nível será produzido com zero água e zero química no processo de lavanderia. As outras opções terão níveis diferentes, incluindo práticas sustentáveis já adotadas pela empresa.
Marcos Britto afirmou que, mesmo com a necessidade de um investimento maior, a empresa pretende manter o preço para o consumidor. A intenção é que, no futuro, todas as calças produzidas pela GB usem a tecnologia.
Projeto para pequenas empresas
O evento “Colatina Tá na Moda” também apresentou iniciativas para fortalecer a indústria têxtil da cidade. Um projeto do Shopping Moda Brasil prevê mentorias e uma loja coletiva para 18 pequenas empresas do Noroeste do Espírito Santo. O edital deve ser lançado ainda neste semestre.
Segundo Júlio Bezerra, diretor administrativo do shopping, o espaço terá quase 300 m² e a participação ocorrerá por edital. O Shopping Moda Brasil movimenta cerca de R$ 80 milhões por ano e recebe empresários principalmente da Bahia e de Minas Gerais.
Entre os compradores está Rosa Arrais, 54, de Ilhéus, na Bahia. Ela informou que vai ao shopping três vezes ao ano para abastecer a loja Rosa Mania e gasta em torno de R$ 25 a 30 mil por visita.








