Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Finanças da casa

Emendas de comissão podem reduzir espaço para investimentos no Orçamento de 2027

Até 12,7 bilhões de reais podem ser incluídos pelo Congresso, que ainda não iniciou a análise do projeto orçamentário.

Emendas de comissão podem reduzir espaço para investimentos no Orçamento de 2027
Foto: Hugo Marques/VEJA

A tramitação do Orçamento de 2027 ainda não avançou no Congresso. Embora o projeto tenha sido enviado em 31 de agosto, não começou a apresentação de emendas, nem a análise dos relatórios setoriais e do parecer-geral. A votação da LDO de 2027 também continua pendente.

Quando deputados e senadores retomarem os trabalhos após as eleições, terão de decidir como acomodar até 12,7 bilhões de reais em emendas de comissão que não foram incluídos na proposta do governo. A definição ocorrerá depois de conhecidos os resultados eleitorais e de quem comandará o Planalto a partir de janeiro.

Recursos previstos

O projeto enviado pelo Executivo já reserva 44,8 bilhões de reais para emendas individuais e de bancadas estaduais. As duas modalidades têm execução obrigatória. Se as emendas de comissão forem incorporadas integralmente, o total destinado às emendas parlamentares poderá chegar a 57,5 bilhões de reais.

Esse valor representaria mais de um quarto do dinheiro disponível para custeio e investimentos do governo federal. Como os 12,7 bilhões de reais adicionais não têm espaço reservado no projeto, a inclusão integral exigiria a retirada de recursos de outras ações orçamentárias.

Despesas sob pressão

Entre as despesas discricionárias que podem perder espaço estão investimentos em infraestrutura e programas de ciência, educação, saúde e fiscalização. São essas áreas que entram na disputa caso o Congresso decida financiar a parcela adicional das emendas.

A definição, portanto, ficará para a volta dos parlamentares após as urnas. Deputados e senadores terão de escolher quais despesas serão reduzidas para abrir espaço no Orçamento de 2027.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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