Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Finanças da casa

Executivos de IA defendem mais segurança e OpenAI adia possível IPO

Sam Altman, Dario Amodei e Elon Musk apoiaram medidas para reduzir o ritmo de avanço dos modelos mais avançados.

Executivos de IA defendem mais segurança e OpenAI adia possível IPO
Foto: Reprodução X

Sam Altman, CEO da OpenAI, afirmou que a abertura de capital da empresa, dona do ChatGPT, deve ficar para o futuro. A expectativa anterior era realizar o IPO ainda este ano, mas o executivo passou a indicar que a operação pode ocorrer a partir de 2027.

A declaração foi dada no sábado (12), em entrevista à revista Fortune. No mesmo dia, Dario Amodei, CEO da Anthropic, publicou um manifesto em defesa de mais tempo para testes e medidas de segurança antes do lançamento de sistemas ainda mais avançados.

Proposta de controle para a inteligência artificial

Amodei afirmou que o setor não deveria interromper o progresso tecnológico, mas reduzir o ritmo para avaliar melhor os riscos. Segundo ele, sem controles adicionais, a inteligência artificial poderia alcançar capacidade suficiente para assumir o controle de grande parte da internet em um intervalo de seis a 12 meses.

O plano apresentado pelo executivo tem três etapas. A primeira prevê que empresas responsáveis pelos modelos mais avançados permitam o acesso contínuo de avaliadores externos às operações de segurança. A segunda propõe a criação de padrões comuns entre as principais desenvolvedoras. A terceira envolve maior coordenação entre governos de diferentes países.

A proposta é dar às empresas tempo para testar, alinhar e validar os sistemas antes de lançar versões mais avançadas. Altman apoiou a ideia e afirmou, em publicação no X, que pretende adotar mecanismos semelhantes aos sugeridos pela Anthropic. Elon Musk também declarou apoio. “Dario está certo”, escreveu.

Pressão sobre as empresas

O debate sobre os riscos da inteligência artificial também avançou nos Estados Unidos. Parlamentares passaram a cobrar explicações das big techs depois de episódios de ataques cibernéticos realizados sem supervisão humana. Especialistas ainda discutem o consumo de energia elétrica, água e infraestrutura associado ao desenvolvimento desses sistemas.

A saída de Jacob Coxon da Anthropic ampliou a discussão. O pesquisador, que também trabalhou na OpenAI, disse que deixou a empresa por considerar que as companhias estavam assumindo riscos excessivos. Para ele, os desenvolvedores “acreditam sinceramente que elas podem nos matar a todos até o final da década”.

Apesar das declarações de apoio à desaceleração, investidores questionam se as medidas terão efeito duradouro sobre o setor. Garry Tan, gestor de portfólio da Allspring Global Investments em Cingapura, avaliou que pode haver pressão no curto prazo, mas não necessariamente uma mudança prolongada nos investimentos em inteligência artificial.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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