Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Finanças da casa

Ministro da Fazenda aponta Marco Rubio como maior risco dos EUA para o Brasil

Dario Durigan afirmou que o secretário de Estado americano teria compromisso com a família Bolsonaro e criticou o avanço das emendas.

Ministro da Fazenda aponta Marco Rubio como maior risco dos EUA para o Brasil

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, representa um risco maior para o Brasil do que o presidente Donald Trump. Em entrevista à revista piauí, Durigan disse que Rubio concentra sua atuação na América Latina, especialmente no Brasil, e teria compromisso com a família Bolsonaro.

Na avaliação do ministro, Trump mantém uma boa relação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apesar das divergências relacionadas à China, à Rússia e ao Oriente Médio. Durigan também relatou que Lula pediu ao presidente americano que não interferisse nas eleições brasileiras. Segundo o ministro, Trump respondeu que não iria intervir.

Orçamento e resultado fiscal

Durigan criticou o avanço do Congresso sobre o orçamento por meio das emendas parlamentares. Ele afirmou que o país está destinando R$ 50 bilhões a esse mecanismo e associou o aumento dos gastos ao que chamou de desarranjo fiscal e institucional.

O ministro também questionou a avaliação de que a família Bolsonaro poderia assegurar o equilíbrio institucional e criar condições fiscais, políticas e sociais para o futuro. Para ele, não seria coerente o mercado apostar nessa possibilidade.

Sobre as metas de resultado primário, Durigan disse que não considera possível alcançar imediatamente um superávit de 2%, como defendem alguns setores. A proposta apresentada por ele é avançar gradualmente, chegando a 0,6% no próximo ano e a cerca de 1% nos anos seguintes.

Na avaliação do ministro, esse caminho poderia ajudar o país a recuperar a credibilidade e o grau de investimento sem perder a legitimidade social. Ele afirmou ainda que o desequilíbrio poderia levar novamente à polarização e à instabilidade.

Durigan defendeu a própria gestão e a do antecessor, Fernando Haddad, e rejeitou a acusação de aumento de tributos motivado por uma busca excessiva de arrecadação. Segundo ele, a retomada das receitas para um nível superior ao das despesas cria condições para a geração de superávit, a compra de reserva internacional e o enfrentamento do cenário externo.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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