Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Finanças da casa

Deságio de recebíveis recua com avanço das emissões de FIDCs

Taxa média caiu de 2,88% para 2,74% ao mês em agosto, enquanto as emissões chegaram a R$ 14,5 bilhões.

Deságio de recebíveis recua com avanço das emissões de FIDCs
Foto: Reprodução/Reprodução

O deságio médio nas operações de antecipação de recebíveis caiu em agosto, ao mesmo tempo em que as emissões de fundos de direitos creditórios (FIDCs) alcançaram 14,5 bilhões de reais, o segundo maior volume mensal de 2026. O valor foi mais que o dobro do registrado em julho.

A taxa média passou de 2,88% ao mês em julho para 2,74% em agosto, de acordo com dados da Quick Soft, empresa de tecnologia para crédito estruturado. No período, o prazo médio das operações subiu de 46,5 para 49,2 dias.

A análise considera 300 FIDCs, 67.942 operações e 10.710 empresas cedentes. Esse conjunto movimentou 14 bilhões de reais em agosto. Para setembro, a prévia indica deságio médio de 2,77%, com prazo de aproximadamente 49 dias.

Disputa por recebíveis

Os dados coincidem com o aumento das emissões, mas não permitem afirmar que a maior captação tenha provocado a redução das taxas. Alterações na qualidade e no perfil dos recebíveis também podem ter influenciado o resultado.

Caso a disponibilidade de dinheiro avance mais rapidamente que a oferta de ativos considerados bons, pode haver aumento da concorrência entre os financiadores e pressão sobre os retornos. O movimento, portanto, acompanha a expansão dos FIDCs, mas ainda não estabelece uma relação direta de causa e efeito.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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