A Cosan negocia com um consórcio formado por COFCO e Bunge a venda de uma participação de 15% na Rumo. Pessoas com conhecimento das conversas afirmam que a proposta está “substancialmente acima do preço de tela”, mas ainda não há garantia de acordo.
O principal impasse é a governança da companhia. Uma fonte com acesso a Rubens Ometto e André Esteves afirmou que os dois empresários não aceitariam transferir poder político em proporção maior que a participação adquirida.
O Grupo Mexico, que também participava da disputa, deixou o processo após não conseguir as concessões de governança que buscava. A notícia provocou queda de mais de 4% nas ações da Rumo, em meio à avaliação de que a saída poderia ampliar o poder de negociação da COFCO na etapa final.
Alternativas para levantar recursos
A Cosan não estaria sob pressão para concluir a operação, pois avalia outras formas de monetizar ativos. Há, inclusive, uma negociação em andamento em outra área do portfólio, segundo uma fonte próxima aos controladores.
Ao anunciar uma capitalização de R$ 10 bi, liderada por BTG e Perfin, a companhia informou que pretendia levantar outros R$ 10 bilhões com vendas de ativos nos 18 meses seguintes. Desde então, realizou o IPO da Compass e vendeu terras da Radar, operações que movimentaram cerca de R$ 3,5 bilhões.
A fonte disse que a Cosan não fará um acordo a qualquer preço nem aceitará condições consideradas inadequadas pelos acionistas. A Rumo encerrou o dia avaliada em R$ 27 bilhões na Bolsa.








