Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Finanças da casa

Terras raras ampliam poder da China e colocam projeto em Minas no radar

O projeto Colossus, da australiana Viridis Mining, pode se beneficiar da busca por fontes de terras raras fora da China.

Terras raras ampliam poder da China e colocam projeto em Minas no radar

Xi Jinping, presidente da China, e Donald Trump, dos Estados Unidos, têm encontro previsto em Washington entre quarta (23) e sexta-feira (25). A proximidade da reunião ocorre em meio ao peso estratégico das terras raras, matérias-primas usadas em celulares, semicondutores, equipamentos militares, turbinas eólicas e veículos elétricos.

Na avaliação dos analistas do BTG, o domínio chinês nesse setor dá ao país uma vantagem nas negociações geopolíticas. A China responde por cerca de 70% da mineração global de terras raras, 85% da capacidade de refino e aproximadamente 90% da produção de ligas e ímãs fabricados com esses minerais.

O banco afirma que a abertura de novas minas, estruturas de processamento e fábricas de ímãs leva anos, mesmo com investimentos de Estados Unidos e outros países ocidentais para diversificar as cadeias de suprimentos. Por isso, a China deve continuar controlando a maior parte da cadeia de valor no período atual.

Efeito nas negociações entre China e Estados Unidos

Segundo os analistas, o controle chinês sobre as terras raras pode ajudar a explicar uma postura mais amigável de Trump antes do encontro. Até o momento, o presidente dos Estados Unidos não ameaçou aplicar tarifas sobre importações chinesas nem proibir exportações norte-americanas, medidas adotadas em reuniões anteriores com Xi Jinping.

Em outros encontros, Trump impôs tarifas sobre centenas de bilhões de dólares em produtos asiáticos e ampliou restrições a empresas chinesas, como a Huawei. Desta vez, as medidas ocorreram com meses de antecedência e não tiveram a mesma intensidade, incluindo uma acusação em junho contra a Alibaba, a BYD e outras empresas por suposta assistência aos militares chineses.

Um funcionário da Casa Branca durante o governo de Joe Biden afirmou que “os EUA estão mantendo a tensão baixa o suficiente para que a China não tome medidas retaliatórias realmente severas”. Peter Harrell também disse que o governo Trump se sente vulnerável ao poder chinês sobre as terras raras e busca estabilidade e acesso seguro a minerais críticos.

Projeto em Poços de Caldas

O BTG avalia que a liderança chinesa deve continuar estimulando financiamentos governamentais, parcerias estratégicas e investimentos em projetos de terras raras fora da China. Nesse cenário, a instituição cita a Viridis Mining, empresa australiana de exploração e desenvolvimento de minerais listada na bolsa de valores da Austrália sob o código VMM.

A companhia é dona do projeto Colossus, empreendimento de mineração e refino de terras raras em Poços de Caldas, em Minas Gerais. A área é apontada como uma das maiores reservas do segmento fora da China.

A Viridis adquiriu os direitos minerários em 2023 e aguarda licença ambiental. A expectativa é investir R$ 2 bilhões no projeto. Para o BTG, a empresa está em uma etapa decisiva, especialmente porque o Colossus inclui elementos considerados escassos.

O banco avalia que poucos projetos fora da China têm condições de começar a operar ainda nesta década. A expectativa é que o Colossus avance para o financiamento, a decisão final de investimento e a construção, com início da produção previsto para 2028.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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