Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Finanças da casa

Alexandre Arnault entra no conselho da Nike em meio à crise da empresa

Executivo de 34 anos traz experiência em marcas como Rimowa e Tiffany & Co. enquanto a Nike tenta recuperar vendas e mercado.

Alexandre Arnault entra no conselho da Nike em meio à crise da empresa

A Nike anunciou Alexandre Arnault, de 34 anos, como novo integrante de seu conselho de administração. Filho de Bernard, controlador da LVMH, e número 2 da Moët Hennessy, ele chega à companhia em um momento de queda nas vendas e perda de mercado para marcas como a New Balance.

A empresa afirmou que a escolha faz parte da renovação do conselho e da reformulação da operação. Executivos da Nike destacaram a experiência de Alexandre na condução de marcas e em estratégias de inovação e crescimento de longo prazo.

Experiência em marcas do grupo LVMH

Formado pelo instituto politécnico Télécom Paris, Alexandre liderou a aquisição da Rimowa pela LVMH em 2016. Ele foi CEO da marca de malas até 2020 e participou de colaborações com Supreme e Off-White, iniciativas que ajudaram a aproximar a empresa do público jovem.

Depois, atuou por quatro anos como vice-presidente de produto da Tiffany & Co., período em que colaborou com a Nike. Desde fevereiro de 2025, ocupa o cargo de vice-presidente executivo da Moët Hennessy.

Alexandre também integra o conselho da LVMH e já participou dos conselhos de Carrefour, Birkenstock e Moncler. Em uma publicação no LinkedIn, afirmou ser fã da Nike por sua relação com esporte, desempenho, inovação e criatividade, além de dizer que vê a oportunidade como uma forma de contribuir para o próximo capítulo da marca.

A nomeação ocorre durante um conflito sucessório entre os Arnault. Segundo o Le Monde, Alexandre queria assumir a Dior, mas o cargo ficou com sua irmã mais velha, Delphine. A disputa principal, porém, é pela cadeira de Bernard.

Queda nas ações e saída de Mbappé

Com vendas digitais e físicas em baixa, a Nike tenta reconstruir a relação com varejistas, consumidores e atletas. A ação caiu 50% em um ano e 80% desde o pico em 2021. A companhia vale US$ 53 bilhões na Bolsa.

Nesta sexta, a empresa sofreu outro revés: Kylian Mbappé deixou a Nike para ajudar a criar uma divisão de futebol para a suíça On. Para David Swartz, analista da Morningstar, a entrada de Alexandre pode beneficiar a empresa e também ampliar a experiência dele para seu futuro na LVMH.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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