Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Casa

Ube ganha espaço na cozinha e leva o roxo para a decoração

Tubérculo filipino aparece em receitas, produtos processados e combinações de cores para interiores.

Ube ganha espaço na cozinha e leva o roxo para a decoração
Foto: PxHere/Creative Commons

O ube é um tubérculo de origem filipina que se destaca pela cor roxa intensa e por um sabor suave, com notas associadas à baunilha e à avelã. Parecido com o inhame, ele passou a aparecer em sobremesas, bebidas, produtos de beleza e referências para interiores.

O alimento pertence à espécie Dioscorea alata, do grupo dos inhames e carás. Originário da Ásia Tropical e fortemente associado às Filipinas, o ingrediente já faz parte da culinária da região. No Brasil, pode ser encontrado em versões como farinha, pó, purê congelado, pasta, extrato e aromatizante, principalmente em vendas online.

Características e cuidados no consumo

A coloração do ube vem das antocianinas, pigmentos naturais com ação antioxidante também presentes em frutas como uva, amora e jabuticaba. Esses compostos ajudam o organismo a neutralizar radicais livres. A intensidade do roxo pode variar conforme o cultivo e o processamento.

O tubérculo fornece carboidratos e fibras, que contribuem para a saciedade. Também se destaca pela presença de vitamina C e betacaroteno, embora a quantidade de micronutrientes varie de acordo com a variedade.

O professor Luis Gustavo Saboia Ponte, de Nutrição e Gastronomia do Senac EAD, ressalta que o ingrediente não deve ser tratado como solução isolada para a saúde. “Seus possíveis benefícios devem ser entendidos dentro de uma dieta equilibrada”, afirma.

O preparo também altera a composição nutricional. O ube cozido não tem o mesmo perfil de bolos, sorvetes e bebidas que levam açúcar e gordura. Produtos industrializados que usam apenas corantes e aromatizantes artificiais também não oferecem as propriedades do tubérculo.

Para escolher versões processadas mais próximas do alimento, é importante conferir a lista de ingredientes. Os rótulos podem apresentar as denominações ube, purple yam ou Dioscorea alata. Na forma fresca, o acesso costuma ocorrer em feiras livres, com produtores especializados e em empórios de produtos asiáticos.

No mercado brasileiro, o ingrediente também aparece como inhame-roxo ou cará-roxo. Ele não deve ser confundido com a batata-doce roxa, da espécie Ipomoea batatas, nem com o taro, da espécie Colocasia esculenta.

Como usar o ube na cozinha

O tubérculo pode ser cozido e servido como acompanhamento ou transformado em purê. Também pode entrar no preparo de sopas, molhos e massas frescas. Na confeitaria, sua cor e seu aroma natural são aproveitados em pães, bolos, biscoitos, pudins, recheios, cremes e sorvetes.

Nas Filipinas, o ube halaya é uma preparação tradicional feita com o tubérculo cozido e amassado, leite ou leite de coco, açúcar e manteiga. A pasta pode ser servida como sobremesa, passada no pão ou usada em recheios.

O ube turon combina essa pasta com fatias de banana. A mistura é envolvida em uma massa fina de rolinho primavera e frita com açúcar até caramelizar. O resultado é um petisco crocante por fora.

Outro preparo conhecido é o halo-halo, doce formado por camadas de gelo raspado, leite, frutas tropicais, grãos adocicados e geleias. O ingrediente também aparece em sorvetes de massa e picolés.

O roxo aplicado à casa

A influência do ube não fica restrita à alimentação. A tonalidade roxa também aparece na moda, na arquitetura de interiores, no design gráfico, na beleza e nos cosméticos. Para a neuroarquiteta Carolina Canello, essas áreas compartilham referências visuais com rapidez.

Dentro de casa, o roxo pode ser usado em revestimentos, móveis e objetos. A arquiteta recomenda aplicar os tons mais marcantes de maneira pontual em ambientes destinados ao descanso, usando itens como poltronas, almofadas, obras de arte, cabeceiras e detalhes de marcenaria. Lavabos, salas de jantar e áreas sociais permitem o uso de tonalidades mais fechadas.

A combinação com madeira natural acrescenta aconchego e sobriedade. Ao lado do verde, o roxo se aproxima de uma referência à natureza. Terracota, vinho e tons rosados criam uma composição acolhedora, enquanto bege, areia, off-white e cores terrosas ajudam a destacar a tonalidade sem deixar o ambiente visualmente pesado.

Para Carolina, a presença do roxo acompanha uma valorização de ambientes pensados não apenas pela aparência, mas também pela experiência sensorial de quem os utiliza.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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