O lavabo permite testar soluções de decoração mais marcantes do que em outros ambientes da casa. Como é usado por períodos curtos e costuma receber visitas, pode reunir cores profundas, papéis de parede estampados, iluminação dramática e revestimentos de destaque.
A escolha dos materiais, porém, precisa considerar a rotina do espaço. Para Henrique Coutinho, do BLOCO Arquitetos, a ausência de umidade constante favorece o uso de painéis de madeira no lavabo. Revestimentos texturizados, pinturas especiais, metais com acabamentos diferentes, pedras naturais com veios marcantes e marcenaria em cores expressivas também aparecem entre as alternativas citadas por Bárbara Alvarenga, do Estúdio Foz.
Equilíbrio entre cor, textura e volume
A composição não depende da quantidade de revestimentos ou objetos. Bárbara Alvarenga destaca que o resultado está na definição de uma paleta e na integração entre volumes, luz e texturas. Assim, a proposta pode ser ousada sem acumular elementos que não conversam entre si.
A coerência estética também deve acompanhar a funcionalidade. Nas áreas mais expostas a respingos, materiais de baixíssima porosidade ajudam a preservar o acabamento. Para bancadas e cubas, as superfícies ultracompactas e o quartzito natural combinam aparência de pedra nobre com resistência a manchas de sabonete, riscos e produtos químicos.
No piso e nas paredes, porcelanatos de grande formato reduzem as linhas de rejunte e facilitam a higienização. O papel de parede vinílico e as tintas acrílicas superlaváveis permitem usar estampas ou tons profundos com menor risco de deterioração.
Torneiras e acessórios com acabamento PVD, encontrados em tons como dourado escovado, rose gold e preto, oferecem resistência ao desgaste diário e à oxidação. Para móveis e painéis, o MDF Ultra, que conta com resinas resistentes à umidade, e a madeira maciça tratada com verniz poliuretânico ajudam a evitar que as peças estufem ou deformem com respingos eventuais.







