As jiboias vão muito além da tradicional planta verde ou amarelada pendurada em uma estante. O grupo reúne cultivares com folhas marmorizadas, azuladas, prateadas, crespas e naturalmente recortadas. A maioria pertence ao gênero Epipremnum, principalmente às espécies Epipremnum aureum e Epipremnum pinnatum.
A diferença mais rápida entre as duas está no formato das folhas jovens. A Epipremnum aureum tem folhas largas, em formato de coração, e concentra cultivares como ‘Golden’, ‘Neon’, ‘Marble Queen’, ‘N’Joy’, ‘Manjula’ e ‘Pearls and Jade’. Já a Epipremnum pinnatum apresenta folhas compridas e afiladas, com maior facilidade para desenvolver fendas quando encontra um tutor e boa luminosidade.
Cultivares que se destacam
Entre as dezessete opções estão a jiboia-dourada, com manchas amarelo-ouro; a ‘Neon’, de verde-limão uniforme; e a ‘Marble Queen’, marcada por marmorização branca e creme. A ‘Jade’ tem folhas verde-escuras sem variegação, enquanto ‘N’Joy’ e ‘Pearls and Jade’ apresentam diferentes padrões de branco, creme e verde.
A ‘Manjula’ tem folhas largas e arredondadas, com pinceladas claras. A ‘Global Green’ combina tons de verde, e a ‘Jessenia’ traz marmorização verde-amarelada. A ‘Shangri-La’ se diferencia pelas folhas crespas e enroladas.
Entre as jiboias de folhas estreitas estão a ‘Cebu Blue’, de tonalidade verde-azulada e reflexos prateados; a ‘Baltic Blue’, mais escura e propensa a produzir fendas; a ‘Albo Variegata’, com áreas brancas ou creme; e a ‘Skeleton Key’, cuja folha adulta lembra uma chave antiga. A ‘Silver Streak’, de Epipremnum amplissimum, possui faixas prateadas ao longo das nervuras, enquanto a ‘Hawaiian’ tem folhas maiores e variegação intensa em amarelo-ouro e creme.
Como cuidar da coleção
A recomendação geral é oferecer luz indireta brilhante, substrato aerado e vaso com furos de drenagem. Variedades claras precisam de bastante luminosidade para preservar as áreas brancas, amarelas ou verdes. Em ambientes escuros, podem surgir ramos totalmente verdes. O sol direto nas horas quentes deve ser evitado porque pode queimar as folhas.
A rega deve ocorrer depois que a superfície do substrato secar. O excesso de umidade favorece o apodrecimento das raízes. Uma mistura leve e porosa pode combinar terra vegetal ou substrato para plantas de interior, casca de pinus triturada, fibra de coco e perlita. Na primavera e no verão, é possível aplicar fertilizante líquido para folhagens diluído na água da rega conforme as instruções do rótulo. A adubação deve ser suspensa no outono e no inverno.
O tutor de fibra de coco ou musgo ajuda a planta a se fixar pelas raízes aéreas e favorece o desenvolvimento de folhas adultas maiores e com fendas. Para propagar, corte um trecho de caule com pelo menos um nó e coloque-o na água ou em substrato úmido. Folhas isoladas não formam uma nova haste.
As folhas e os caules contêm cristais de oxalato de cálcio, que causam irritação na boca quando mastigados. Por isso, os vasos devem ficar fora do alcance de crianças pequenas, cães e gatos.
Para identificar as principais variedades, observe o padrão da folha: amarelo-limão uniforme indica ‘Neon’; manchas douradas apontam para ‘Golden’ ou ‘Hawaiian’; marmorização branca e creme é característica da ‘Marble Queen’; blocos brancos bem delimitados aparecem na ‘N’Joy’; e tons azul-acinzentados, na ‘Cebu Blue’. Folhas crespas e fechadas identificam a ‘Shangri-La’, enquanto folhas adultas verdes com fendas são típicas da Epipremnum pinnatum.







