Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Brasil

Emojis e mudanças de comportamento podem indicar aliciamento infantil on-line

Especialistas orientam famílias a observar sinais de aproximação, preservar provas e manter diálogo com crianças e adolescentes.

Emojis e mudanças de comportamento podem indicar aliciamento infantil on-line

Emojis com referências infantis, como pizza, pirulito, macarrão instantâneo, queijo, milho e personagens, podem ser usados por aliciadores para chamar a atenção de crianças e adolescentes na internet. Os símbolos também serviriam para indicar interesse em imagens publicadas e facilitar a comunicação entre criminosos de maneira discreta.

O contato pode ocorrer em redes sociais, aplicativos de mensagens, jogos on-line e outros ambientes virtuais. De acordo com o delegado Ícaro Olimpio, adjunto da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), a abordagem tende a avançar gradualmente, com conversas sobre temas sexuais, piadas, imagens sugestivas e comentários maliciosos, até chegar a pedidos de fotos.

“Eles tentam sempre utilizar elementos que lembram o universo infantil”, afirmou Ícaro Olimpio, ao mencionar o uso de imagens como a da Sininho, personagem de Peter Pan, em perfis ou mensagens.

Comportamentos que exigem atenção

Para Emir Pinho, especialista em Segurança Pública e Privada, os símbolos não devem ser analisados isoladamente. Entre os sinais de alerta estão a aproximação persistente de desconhecidos, pedidos para manter segredo, sexualização progressiva das conversas, solicitação de imagens, chantagem e tentativa de afastar a criança de familiares e amigos.

Mudanças no comportamento também podem indicar que algo está acontecendo. É importante observar se a criança esconde a tela quando alguém se aproxima, troca senhas com frequência, fica irritada ou ansiosa, se distancia dos pais e dos amigos ou apresenta queda no rendimento escolar. Autolesões também são citadas como possível sinal de alerta.

A psicóloga e advogada Sátina Pimenta afirma que o aliciador pode tentar preencher carências percebidas, oferecendo presentes, elogios, atenção constante, promessas ou uma sensação de exclusividade. Ela ressalta que a responsabilidade pelo crime é do agressor e que a presença familiar e os espaços seguros de escuta ajudam na proteção.

Como agir diante de suspeitas

Ícaro Olimpio orienta que responsáveis preservem conversas, capturas de tela, números de telefone e nomes de usuário. A recomendação é não apagar imediatamente a conta nem confrontar o suspeito. O caso deve ser levado à delegacia para o registro do boletim de ocorrência e a investigação.

O diálogo entre pais e filhos, a supervisão do uso de dispositivos e o acompanhamento dos ambientes virtuais frequentados pelas crianças são apontados como medidas de prevenção. A juíza Letícia Saúde, da Vara Especializada em Crimes Contra a Criança e o Adolescente, afirma que família, escola, sociedade e órgãos de proteção precisam atuar de forma integrada.

A orientação inclui explicar os riscos das interações na internet e observar mudanças de comportamento. Denúncias anônimas de violações de direitos humanos podem ser feitas pelo Disque 100. Também é possível procurar a delegacia mais próxima e registrar boletim de ocorrência.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5