Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Brasil

Plano de Flávio Bolsonaro não cita Farmácia Popular, que atende milhões

Programa oferece 41 itens gratuitamente e teve recursos ampliados durante o governo Lula, após proposta de corte na gestão Jair Bolsonaro.

Nacional - Eleição de Flávio Bolsonaro pode representar o fim do programa Farmácia Popular

O Plano de Governo 2027–2030 apresentado por Flávio Bolsonaro (PL) não menciona o Farmácia Popular entre as propostas para a saúde. O documento tem 76 páginas. A ausência do programa é apontada como motivo de alerta por gestores da área, especialmente diante do histórico recente de redução orçamentária durante o governo Jair Bolsonaro.

Criado em 2004, no primeiro governo do presidente Lula, o Farmácia Popular permite a retirada gratuita de medicamentos e insumos em estabelecimentos credenciados. Em 2025, 27,3 milhões de brasileiros foram beneficiados. O programa reúne 28 mil farmácias em mais de 4,9 mil municípios, com cobertura equivalente a 97% da população brasileira.

Orçamento e ampliação

Para 2023, o Projeto de Lei Orçamentária enviado ao Congresso no último ano do governo Jair Bolsonaro previa uma redução de 59% nos recursos do programa. O orçamento autorizado em 2022 era de aproximadamente R$ 2,48 bilhões, mas a proposta para o ano seguinte indicava R$ 1,018 bilhão. Os valores aparecem no parecer da área da Saúde da Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional.

O Conselho Federal de Farmácia afirmou, na época, que o corte ameaçava o atendimento de cerca de 21 milhões de pessoas. O Conselho Nacional de Saúde aprovou uma recomendação contra a redução.

A partir de 2023, o credenciamento de farmácias, interrompido havia oito anos, foi retomado. Em 2024, o programa atendeu 24,07 milhões de pessoas, número 15% maior que o registrado em 2022.

A gratuidade avançou no mesmo período. Em 2024, 95% dos medicamentos e insumos já eram disponibilizados sem cobrança. Em fevereiro de 2025, a coparticipação que ainda existia foi eliminada, e os 41 itens do programa passaram a ter 100% de gratuidade.

Os investimentos subiram de R$ 2,5 bilhões em 2022 para R$ 3,1 bilhões em 2023 e R$ 3,6 bilhões em 2024. Para 2026, o Ministério da Saúde informa a destinação de R$ 4,7 bilhões ao Farmácia Popular. O governo também criou um grupo permanente para discutir novas ampliações, como a oferta de exames e teleatendimentos.

Quem tem direito

A retirada exige documento oficial com foto, CPF e receita médica válida, emitida pelo SUS ou pela rede privada. O programa contempla tratamentos para hipertensão, diabetes, asma, osteoporose, colesterol alto, doença de Parkinson, glaucoma e rinite, além de anticoncepcionais e medicamentos para diabetes associada a doenças cardiovasculares.

Também há fraldas geriátricas gratuitas para pessoas com 60 anos ou mais e pessoas com deficiência que cumpram os critérios. O Programa Dignidade Menstrual distribui absorventes sem custo a pessoas elegíveis inscritas no CadÚnico.

O plano de Flávio Bolsonaro não apresenta compromisso específico com a continuidade ou a expansão do Farmácia Popular. O precedente citado é a proposta de redução de 59% dos recursos, posteriormente revertida no Congresso.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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