Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Brasil

Super El Niño pode causar 13,3 mil mortes no Brasil até fevereiro de 2027

Relatório estima 451 mil mortes no mundo e aponta maior impacto brasileiro no Norte e Nordeste durante o verão.

Super El Niño pode causar 13,3 mil mortes no Brasil até fevereiro de 2027

O calor extremo associado ao Super El Niño pode provocar 13,3 mil mortes no Brasil até fevereiro de 2027, conforme relatório do Laboratório de Impacto Climático da Universidade de Chicago. A maior parte das vítimas deve estar nas regiões Norte e Nordeste.

O fenômeno, marcado pelo aquecimento acima do normal das águas do Oceano Pacífico, começou em junho de 2026. No mundo, a projeção é de 451 mil mortes até fevereiro de 2027, caso ocorra a manifestação mais intensa do El Niño nos últimos anos.

Regiões mais afetadas no Brasil

O Brasil aparece na quinta posição entre os países com maior número estimado de mortes. Índia, Sudão, Indonésia e Nigéria estão à frente no ranking. No país, o período mais crítico deve ocorrer durante o verão, entre dezembro de 2026 e fevereiro de 2027.

A estimativa é de 2,3 mil mortes no Pará e 1,3 mil no Maranhão. Amazonas e Bahia aparecem com 1,2 mil mortes cada. Segundo os pesquisadores, os dias extremamente quentes devem quase dobrar até fevereiro de 2027 e ficar pelo menos 1,2 grau Celsius acima do normal em comparação com anos anteriores. O quadro pode se intensificar no verão.

O Brasil se prepara com a instalação de bases do Ministério da Saúde, chamadas de Força Nacional do Sistema Único de Saúde. As estruturas contam com equipamentos e pessoal para atuar em emergências e desastres.

Projeções em outros países

No continente americano, os Estados Unidos têm uma estimativa de 3,5 mil mortes acima do registrado em um ano normal. Venezuela e Colômbia aparecem com 2,3 mil e 2,2 mil mortes adicionais, respectivamente.

Na África, o relatório projeta 67 mil mortes, concentradas principalmente no Sahel, área de transição entre o Saara e as savanas. A Nigéria pode registrar 31,4 mil mortes, seguida por Sudão, com 17,5 mil, Níger, com 10 mil, e Chade, com 8 mil.

No sudeste asiático, Filipinas, Vietnã, Tailândia e Camboja podem chegar a 19,4 mil mortes acima do normal. Na Índia, a estimativa é de mais 15,8 mil.

Alertas e preparação

Os números podem aumentar caso o El Niño se prolongue. Os pesquisadores avaliam que o fenômeno antecipa temperaturas que devem se tornar mais comuns com o avanço das mudanças climáticas.

Entre as medidas recomendadas estão alertas de calor, centros de resfriamento, pontos de hidratação e proteção para a população mais vulnerável e os trabalhadores. As ações, segundo os especialistas, devem começar desde já.

Michael Greenstone, cofundador do Laboratório de Impacto Climático e professor na Universidade de Chicago, afirmou que já é possível estimar o impacto das temperaturas sobre a mortalidade. Tamma Carleton, coautora do relatório, defendeu o aumento da capacidade de resposta a emergências e o planejamento de ferramentas de preparação.

Para chegar às projeções, os pesquisadores usaram estudos que relacionaram temperatura e mortalidade em diferentes regiões. O cálculo considerou o clima local, a vulnerabilidade da população e a capacidade de adaptação de cada país e região.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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