SÃO PAULO — A Polícia Militar de São Paulo iniciou uma estratégia de patrulhamento com policiais transportados na garupa de motocicletas da corporação. A medida integra a Operação Bravo, criada para reforçar a segurança em áreas consideradas críticas e combater roubos e furtos, incluindo ações de gangues quebra-vidro.
O anúncio foi feito na terça-feira, 22, em um posto da PM instalado em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista. Parte dos agentes poderá atuar com fuzis. A operação também prevê o uso de drones, helicópteros e outros equipamentos da corporação.
No primeiro dia, o reforço foi concentrado no centro expandido da capital, com 150 motos e 250 agentes. Desse grupo, 16 policiais trabalharam como garupeiros. A quantidade de agentes e os endereços atendidos poderão mudar conforme a necessidade e a ocasião. A previsão é ampliar o efetivo e levar a operação para outras regiões nas próximas semanas.
A composição reúne pequenos efetivos de batalhões como Rádio Patrulha com Motos, Rocam (Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas) e Forças Táticas. Segundo a coronel Glauce Anselmo Cavalli, comandante-geral da PM paulista, a atuação será modular e flexível. O modelo foi inspirado no Estado do Ceará.
Áreas de atuação
As autoridades informaram que a escolha dos locais considerou as manchas criminais da cidade, mas não detalharam quais distritos receberão o reforço. Foram citadas áreas das zonas norte e sul, além da previsão de levar a iniciativa para outras partes do Estado.
A estratégia foi anunciada em um cenário de recuo da taxa geral de roubos e furtos na cidade, mas de aumento da percepção de violência entre os paulistanos. Entre os problemas mencionados estão os roubos de celulares para aplicação de golpes, as invasões de residências em bairros nobres, como o Morumbi, e a atuação de gangues quebra-vidro.
O secretário da Segurança, Osvaldo Nico Gonçalves, afirmou que a presença dos policiais deve reforçar a percepção de segurança. Já o secretário executivo da Secretaria da Segurança Pública do Estado, coronel Henguel Ricardo Pereira, disse que as motos podem facilitar respostas em locais de acesso difícil, como Heliópolis e Paraisópolis.







