Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
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Brasil registra 26 mortes de defensores ambientais em 2025, diz Global Witness

Pará e Rondônia reuniram metade dos assassinatos no país, que subiu da quarta para a segunda posição no ranking mundial.

Brasil registra 26 mortes de defensores ambientais em 2025, diz Global Witness

O Brasil registrou 26 mortes de defensores ambientais em 2025, ante 12 no ano anterior, segundo relatório divulgado pela Global Witness nesta quarta-feira (16). Com esse resultado, o país passou da quarta para a segunda colocação no ranking mundial elaborado pela organização.

Pará e Rondônia concentraram metade dos assassinatos registrados no território brasileiro. O levantamento indica que quase todos os casos tiveram disputas por terra como principal causa. Entre as vítimas, sete mortes estavam ligadas a territórios indígenas e 14 envolviam agricultores familiares.

Pressão sobre comunidades no Norte

A Global Witness afirma que comunidades tradicionais nos dois estados sofrem pressão com o avanço das fronteiras agrícola e extrativista. Para Gabriella Bianchini, chefe de parcerias da organização, a ausência de resolução sobre direitos fundiários deixa indígenas e pequenos agricultores vulneráveis à grilagem, à intimidação e à violência.

A representante também afirmou que as comunidades criam formas próprias de defesa, recorrem à Justiça e se organizam para proteger seus territórios e direitos.

O aumento das mortes ocorreu no mesmo ano em que Belém sediou a COP30, conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas. O evento teve participação indígena recorde e incluiu compromissos ligados aos direitos territoriais.

América Latina concentra os casos

A América Latina continuou sendo a região com mais mortes de defensores ambientais em 2025. Foram 105 assassinatos, quase nove em cada dez casos registrados no mundo pela Global Witness.

A Colômbia ficou na liderança, com 39 homicídios. Quase metade das vítimas era indígena, e outras 15 eram agricultoras familiares. A organização identificou possíveis vínculos com o crime organizado em 17 casos e apontou a contratação de pistoleiros em outros cinco.

No mundo, foram 142 assassinatos em 2025, uma queda de 15% em relação aos 167 casos de 2024 e de 37% na comparação com 2023, quando houve 196 mortes. A organização ressalta que os dados podem estar abaixo da realidade por causa da subnotificação, da insegurança, de mortes em conflitos e da repressão à documentação de abusos.

Desde 2012, a série histórica da Global Witness reúne 2.375 assassinatos e desaparecimentos de defensores ambientais. Em 2025, 47 vítimas eram indígenas e 44 eram agricultores familiares. As disputas por terra apareceram em 84 mortes, seguidas por mineração, com 11 casos; extração de madeira, com oito; e agronegócio, com seis.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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