Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Brasil

Plano de Augusto Cury prevê mudanças no STF, semipresidencialismo e ações para moradia

Documento reúne propostas para educação, empreendedorismo, habitação, agroindústria, saúde, energia e segurança pública.

Augusto Cury propõe mandato de oito anos no STF e semipresidencialismo
Foto: © Divulgação

O programa de governo de Augusto Cury, candidato do Avante, propõe três reformas centrais: a adoção do semipresidencialismo, a fixação de mandato de oito anos para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e a criação de uma diplomacia econômica. O documento é dividido em 18 projetos e 20 teses e tem cerca de 200 páginas.

Educação, inclusão e proteção às mulheres

A educação em tempo integral aparece como principal prioridade estratégica. O plano prevê escolas com debates, artes, esportes e atividades de convivência. Também propõe reorganizar o ensino médio para combinar formação acadêmica, humana e profissionalizante, além de transformar universidades em polos de inovação e produção de patentes.

O eixo Brasil Neuroinclusivo estabelece uma política permanente para pessoas com autismo, transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), dislexia e altas habilidades. Entre as medidas estão a aproximação entre escola e família, um Plano de Inclusão para cada unidade escolar e a criação de um Mapa Nacional da Neurodiversidade.

A iniciativa Mulheres Vivas propõe uma política nacional contra o feminicídio e de proteção às mulheres, com botões de alerta e monitoramento de agressores. O programa também prevê prioridade para vítimas de violência em ações de qualificação, empreendedorismo e empregabilidade, além do fim de taxas abusivas de juros no crédito feminino e da indicação de mulheres ao STF.

Empreendedorismo e habitação

O plano prevê um Ministério do Empreendedorismo e da Economia Distribuída, com o objetivo de descentralizar a produção por meio de milhões de microempresas. Também estão previstas 10 mil unidades de clubes de Empreendedorismo, uma rede de escolas voltadas ao tema e o Banco do Empreendedor, que ofereceria crédito de até R$ 20 mil com juros reduzidos e incentivos a beneficiários do Bolsa Família.

Para as favelas, a proposta é regularizar juridicamente até 5 milhões de moradias em dez anos, sem retirar os ocupantes atuais. A medida seria associada ao projeto Comunidade 4.0, voltado a melhorias urbanas. O plano também prevê financiar 2 milhões de pequenos empreendedores locais, com crédito de R$ 2 mil a R$ 20 mil pelo Fundo Nacional do Empreendedor e sem exigir o imóvel familiar como garantia.

Agricultura, cooperativismo e comércio exterior

O projeto Brasil Oásis pretende transformar o semiárido em uma fronteira agrícola, com segurança hídrica e uso de tecnologias de irrigação de precisão. A meta é duplicar a produção de alimentos, multiplicar por dez as exportações de frutas em uma década e fortalecer 3,9 milhões de estabelecimentos de agricultura familiar.

O Brasil Empreendedor nas Estradas propõe polos comerciais instalados a cada 10 a 15 quilômetros nas rodovias, por meio de Parcerias Público-Privadas. Os locais teriam energia solar, áreas de descanso, sanitários e cabines antiestresse.

O programa Agroindústria Brasil prevê o desenvolvimento de 10 mil agroindústrias no interior e a criação de 100 usinas de etanol de milho, com foco regional no Nordeste. Já o Brasil Cooperativismo busca dobrar o número de cooperativas e elevar a quantidade de cooperados de 27 milhões para 54 milhões, sob articulação da Autoridade Nacional do Cooperativismo (ANCOOP).

A iniciativa Brasil Exportador prevê zonas francas de exportação coordenadas pela Zona Nacional de Exportação (Zone) em cinco estados, com foco em inteligência artificial, robótica, semicondutores, energia limpa e drones.

Política externa, saúde e meio ambiente

Na política externa, o documento propõe reestruturar as embaixadas brasileiras em estruturas 4.0 e treinar equipes para diplomacia econômica e inteligência comercial. Também sugere deslocar efetivo diplomático dos Estados Unidos e da Europa para mercados emergentes do Oriente Médio, da Índia, da China e de outros países asiáticos.

O plano de combate mundial da fome seria financiado por um fundo internacional ligado ao comércio global e à indústria de armas, com estimativa de mobilizar entre US$ 177 bilhões e US$ 342 bilhões por ano.

Na saúde, o Tele Saúde Brasil propõe uma plataforma pública de medicina digital, com atendimento em até 30 minutos para casos compatíveis. A iniciativa Sociedade Está Abraçando (SEA) prevê prevenção e rastreamento contínuo de tipos de câncer, com expansão de unidades móveis.

O projeto Energias Renováveis do Brasil estabelece a meta de alcançar 90% de matriz energética limpa até 2040, com uso de inteligência artificial e incentivo ao hidrogênio verde. O plano também inclui mapeamento de minerais críticos e terras raras, combate a incêndios com inteligência artificial e drones, obras de saneamento e conectividade na Amazônia e apoio à bioeconomia, à pesca e ao turismo ecológico.

Na segurança pública, o programa Segurança 4.0 propõe integrar ações das polícias estadual e federal e criar a Força de Combate Municipal (Foco). A estratégia prevê combate ao crime organizado, proteção escolar com botões de emergência, monitoramento de fronteiras e valorização dos agentes de segurança.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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